Do outro lado do mundo ao Porto: HighSchool arrancam digressão europeia no Mouco

HighSchool em estreia no nosso país | mais fotos clicar aqui

A estreia nacional dos HighSchool aconteceu no passado dia 1 de abril, no M.Ou.Co. Hotel, numa noite promovida pelos “Os Suspeitos” que voltou a apostar em mais um dos novos nomes da cena alternativa internacional.

Formados em Melbourne e atualmente sediados em Londres, os HighSchool trouxeram ao Porto a sua fusão de post-punk e new wave, com guitarras melódicas à la The Smiths e uma base rítmica que remete para Joy Division. Uma identidade já bem definida, construída entre EPs, lançados depois de 2021, e o recente álbum de estreia homónimo, editado em outubro de 2025.

Uma banda com estilo e muito potencial musical | mais fotos clicar aqui

A banda oriunda da Austrália, atualmente baseada em Londres, atuou em versão quinteto, de base eles são um trio formado pelos irmãos Rory e Lilli e por ainda Luke. Em português Highschool significa liceu ou mais atualmente ensino secundário. Eles não se conheceram lá, escolheram o nome pois gostam da sonoridade e como é um tempo estranho na vida de uma pessoa resolveram escolhê-lo.

A meio da semana, uma quarta-feira, a sala apresentou-se bem composta, num ambiente envolvente e recetivo. O concerto marcou também o arranque da digressão europeia da banda, algo que o próprio grupo fez questão de sublinhar em palco, mostrando entusiasmo por começar no Porto antes de seguir para cidades como Colónia, Berlim ou Londres.

Uma dúzia de canções tocadas a um ritmo vertiginoso. Desde cedo ficou claro o registo: duas guitarras em constante diálogo, suportadas por uma secção rítmica sólida tendo também o baixo de Luke Scott funcionado como eixo central. As teclas de Lilli Trobiani ofereceram uma profundidade sonora ímpar.

Lilli Trobiani na teclado | mais fotos clicar aqui
Os HighSchool mostraram que têm a “escola toda” | mais fotos clicar aqui

Ao vivo, os HighSchool revelam uma energia direta e sem filtros, com Rory Trobbiani a assumir o controlo vocal com segurança. A banda mostrou-se coesa e confortável em palco, algo que reflete a experiência acumulada em digressões internacionais e no circuito londrino.O recente e, para já, único LP homónimo teve um foco especial no elétrico alinhamento apresentado e com que iniciaram a sua tournée europeia. Esse álbum foi editado no ano passado. Dos novos temas fica o destaque para “Sony Ericsson”, Dipped” e “149”. Foram todos lançados como singles. Do EP ‘Accelerator’ de 2024 tocaram, por exemplo, “Heaven’s Gate” e “August 19”. Do EP ‘Foverer at Last’ de 2021 apresentaram “De Facto” e “Jerry”.

Ao vivo, os HighSchool revelam uma energia direta e sem filtros, com Rory Trobbiani a assumir o controlo vocal com segurança. A banda mostrou-se coesa e confortável em palco, algo que reflete a experiência acumulada em digressões internacionais e no circuito londrino.

O vocalista Rory Trobbiani | mais fotos clicar aqui

Não tocaram apenas músicas suas, foram ainda mais longe em jeito de homenagem! É bem sabido que a Austrália é, há muito, um extraordinário berço de bandas indie e não só. O concerto terminou com uma escolha bem conseguida: uma versão de “My Pal”, dos australianos God, que reforçou a ligação às raízes e acrescentou um momento final mais cru e energético.

Sem reinventar o género, os HighSchool apresentaram-se como uma banda com identidade, energia e margem de crescimento. Uma estreia nacional competente, que deixa a expectativa de um regresso futuro em contexto ainda mais composto.

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Um dos guitarristas dos HighSchool | mais fotosclicar aqui

Texto:
– Vítor Neves @ vitor_m_neves (Instagram)

Fotografia:
– Vítor Neves @ vitor_m_neves (Instagram)

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