Voltamos a ser duros no 2º aniversário da Malfeito | Reportagem

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O lema “temos de ser duros” teve uma nova versão destinada ao editor do
bonito cartaz deste 2º aniversário da Malfeito.
Ficam aqui os nossos parabéns para o autor do design. “Temos de ser duros no Corel” (passe a publicidade) pois o line-up da festividade teve de ser
atualizado por 2 vezes dadas os cancelamentos de Vaiapraia e dos Beez.
Por fim foram os Grand Sun a
ocuparem a vaga, última contratação e que justificou plenamente a chamada à “convocatória”.
Mais à frente justificaremos…

Este 2º aniversário foi
celebrado nas passadas noites de sexta-feira (dia 5 de abril) e sábado (dia 6
de abril) no sítio do costume: o acolhedor Café
Avenida
situado na bela e pacata cidade de Fafe.
Para a primeira noite chegamos
cedo. Aproveitamos para tomar um cafezinho e para “dois dedos de conversa”. Mais
adiante na noite “mergulharmos” na sala dos fundos (literalmente) e
presenciamos as performances da noite.

Logo na sala principal do Café Avenida deparamo-nos com uma instalação fotográfica por
parte da Malfeito nos quais estavam recordações
de várias noites realizadas por aquela entidade cultural. Desde logo um bonito cartão-de-visita.
Ao fundo da sala principal e na zona dos bilhares a sala foi decorada com
vários posters de eventos já realizados naquele café e que vão além de eventos Malfeito.

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Na sala intermédia e destinada
aos DJ Sets fomos igualmente presenteados com cartazes alternativos da
festividade e, diga-se em abono da verdade, muito bem conseguidos. Além disso,
as típicas caixas recortadas e iluminadas com os nomes das bandas que já
passaram por Fafe a encargo da Malfeito. Estava criado um ambiente ainda mais
acolhedor perante tal decoração atenciosa do espaço.

À medida que o local ia
ficando mais frequentado ficamos mais próximos do início dos concertos, algo
que aconteceu perto das 23:40 horas, tendo os brasileiros Bike tido a honra de
abertura das “hostilidades”. “Vi a montanha mais perto do céu” (letra do tema “A Montanha Sagrada”) cantavam estes
brasileiros. Assim começamos a sentir-nos ouvindo o seu rock psicadélico
extremamente exótico. Adicionado o reverb as vozes ficam com um tom
particularmente hipnótico o que ajuda imenso a esse sentimento de exotismo e a
ligeiro transe. Gostamos especialmente de como desconstroem as canções para
logo em seguida as voltarem a fazer crescer. Apreciamos novamente (depois do
concerto em Guimarães) a experiência Bike.

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Em seguida apresentaram-se os 10000 Russos, trio oriundo do Porto. O
último álbum ‘Distress Distress’ foi
o “menu principal” da banda desde o início de 2018. Têm um som que não é fácil
de assimilar é certo e que chega a ser algo monótono a certos momentos. A sua
performance iniciou-se já depois da 1 da manhã e aconteceu perante uma sala bem
composta e com gente bastante atenta às suas canções. “Europa Kaput” foi a canção de maior destaque cujo refrão é
facilmente interiorizado e que nos fez lembrar as confusões europeias,
especialmente pela imagem de Teresa May e do Brexit. Coisas bizarras a horas já
meio impróprias…

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Ao fim de 1 hora de concerto
foi o momento para as meninas da Malfeito
com o seu alter-ego de DJs como Chicas
Mal Hechas
abrirem a pista de dança.

Mais fotos da primeira noite por Jorge Nicolau: clicar aqui


No sábado voltamos à estrada e
a percorrer novamente a bem conhecida “Variante de Fafe”. Os caminhos
levaram-nos para a segunda parte do evento. Desta vez a noite iria ser preenchida
por três bandas, uma mais que no dia anterior. Desde bem cedo notamos que esta
noite de fim-de-semana seria a mais movimentada das duas. O Café Avenida registou uma bonita casa
cheia.

Para início das “hostilidades”
entraram ao “serviço” Ditch Days. A
banda lisboeta apresentou-se em formato quinteto na qual contou o auxílio de Pedro Castilho (tem o seu projecto a
solo como Castilho Castilho) na
guitarra. Durante 45 minutos apresentaram o seu álbum de 2016 ‘Liquid Springs’ com canções como “Back in the City” uma das que mais
gostamos. As novas canções, lançadas nos últimos meses, não foram obviamente
esquecidas. Também apreciamos bastante ouvir ao vivo estas novas “malhas”: “Even If You Know”, “Seth Rogen” e “Downtown” soaram-nos muito bem,
melhor até no que no registo de edição discográfico. Voltaram a casa a saber
que em Fafe ninguém fanfe!

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Muita cerveja a rolar,
ambiente bem animado e espirito punk a despontar. Estavam as “coordenadas
certas” para a recepção aos Grand Sun caminhávamos
já para a 1 hora da manhã. A última banda a ser confirmada não deixou os seus
créditos por mãos alheias. E que festa foi! Confessamos que não tínhamos grande
conhecimento deste colectivo de Oeiras. Agora que ficamos impressionados
positivamente com a sua performance, isso ficamos. Especialmente pela energia
do seu teclista. Aconselhamos a que escutem as canções “Little Mouse” e “Go Home”. O seu som é claramente inspirado no
pop dos anos 60 com um forte travo psicadélico no qual o som das teclas dá
aquele toquezinho indelével.

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Durante este concerto dos Grand Sun o mosh animou as hostes: os
ténis ficaram sujos, as testas suadas e as cervejas voaram para fora dos
copos… Faz tudo parte de uma grande noite com selo Malfeito. Começa a ser uma tradição daquelas de manter por muitos e
bons anos.
Antes do concerto seguinte foi a altura perfeita para cantarmos os merecidos parabéns à Malfeito e provar um bocadinho do delicioso bolo com que presentearam toda a gente.

A honra de encerramento dos
concertos coube aos Cave Story. O
quarteto das Caldas da Rainha anda a tocar pelas salas do país ‘Punk Academics’, considerado pelo HeadLiner um dos melhores do ano
passado. Até por isso a expectativa de os ouvir ao vivo era maior. Apesar da
hora mais adiantada e da sala estar um bocadinho menos preenchida do que no
concerto anterior, a vibe continuava em alta. Esse álbum ‘Punk Academics’ foi devidamente explorado logo no início com “Motioned” e “Nickel Sports”. O seu
som, como os próprios o afirmam, não tem um rótulo simples. Passa pelo Garage
Rock e o Punk mas vai mais além. Isso mesmo é facilmente percetível ao vivo.
Antes do encore, os Cave Story foram
a única banda a conceder ao público esse pedido, tocaram mais canções desse
mais recente registo como “Hill So
White”
ou “Offered Forms of Espace”.
O álbum ‘West’ de 2016 não foi
esquecido e foi igualmente explorado. A banda de maior estatuto esteve à altura
do acontecimento não desapontando alguns fãs que estavam na audiência.

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O fim da noite teve um DJ Set
pel’ O Cão da Garagem representado
por Carlos de Jesus membro da banda portuense Sunflowers.

Aproveitamos o fecho desta
reportagem para desejar à equipa da Malfeito
os parabéns e esperar que possam-nos brindar com estes excelentes eventos por
muitos e bons anos!

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Mais fotos da segunda noite por Jorge Nicolau: clicar aqui


Texto: Edgar Silva

Fotografia: Jorge Nicolau

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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