
Sejam muito bem-vindos à 6ª
edição do 4820 – Ciclo de Cantautores no Teatro-Cinema na cidade de Fafe.
E que melhor forma de inaugurar
este Ciclo com um vencedor de um Grammy!? Jesse Harris, nova-iorquino, é autor
da letra que catapultou a carreira de Norah Jones – com “Don’t Know Why” (que
deu a Norah dois Grammys Awards em 2003).
Jesse Harris, que conta já com 15
álbuns (desde a estreia em 1999), trouxe a Fafe o seu mais recente álbum – e
ainda fresco (lançado em outubro de 2019) – “Songs Never Sung”. Na digressão
por Portugal – três dias três concertos – foi acompanhado por Ricardo Dias
Gomes no baixo, Will Graefe na guitarra, e Jeremy Gustin na bateria. Iniciou no
Cais do Sodré (no espaço Lounge Lisboa), e antes de Fafe, tocou em Chaves.

Banda completa de Jesse Harris em Fafe [Mais fotos aqui]
Cantautor merecedor de casa
cheia, o teatro-cinema ficou-se pela casa bem composta não atingindo a lotação
esgotada.
Jesse iniciou o concerto com o
tema mais conhecido e que abre o disco. “Doesn’t Matter Anyway”. Curiosamente,
e pouco comum, as cinco primeiras músicas interpretadas foram exatamente pela
ordem que vem no álbum. Mas não só do novo álbum se fez a noite; não foram
esquecidos alguns temas mais conhecidos, como “You’ll Forget Me”.
Momento alto da noite surgiria
sensivelmente a meio do concerto. Sozinho em palco, interpretou a música do
Grammy – aliás, fazendo aqui a maior ovação da noite.

Jesse Harris no palco do Teatro Cinema em Fafe [Mais fotos aqui]
Mais focado no espetáculo que
trouxe no que propriamente na interação com o público presente (talvez por
saber que no final iria ter oportunidade de privar com quem o pretendesse fazer
acompanhado por chá, café e bolachas), trouxe um reportório de 24 canções
totalmente da sua autoria, que fez com que se estendesse por cerca de 90
minutos. Pelo meio houve ainda espaço para temas instrumentais que, diga-se,
foram muito bem aceites por quem decidiu vir assistir à estreia do Ciclo de
Cantautores.
Mostrando-se conhecer da língua
portuguesa, Jesse Harris apresentou a sua banda, após a segunda música, em
português (do brasil); e antes de iniciar o encore após saída de palco, saiu-se
com a expressão tipicamente brasileira: “Obrigadão!”.
Não nos passou despercebido o
fantástico jogo de luzes protagonizado pelo técnico da casa – Nelo Gonçalves,
adaptando-as de forma extraordinária ao ritmo das músicas. Tal como não nos
passou despercebido o espaço que Jesse Harris deu aos seus músicos para
momentos de solos.

O guitarrista de serviço [Mais fotos aqui]
No final – e como a organização
já nos habituou nas anteriores edições – fomos agraciados com chá e biscoitos
com o convívio com o artista no salão nobre do Teatro.
O ciclo segue no próximo mês com
a estreia absoluta de André Henriques, membro dos Linda Martini, a solo. Ao contrário do habitual este
realizar-se-á na matiné de domingo – dia 29 de março pelas 17h.
Seguir-se-á Phill Veras (24 de
abril) e Noiserv (29 de maio), encerrando com André Júlio Turquesa (27 de
junho).
Vejam toda a foto-reportagem pelo Jorge Nicolau: clicar aqui

Texto: Márcio Ribeiro
Fotografia: Jorge Nicolau
