
Foi na passada sexta-feira (dia 28) que encerrou a Edição de 2020 do Devesa Sunset, inserida no Programa “Anima-te” levado a cabo pela autarquia de Vila Nova de Famalicão.
A vida profissional levou-nos a chegar em cima da hora do espetáculo, onde começamos a ouvir os primeiros acordes ainda fora do recinto que uma vez mais cumpriu com as normas sanitárias impostas pela DGS – como aconteceu, aliás, em todos os espetáculos.
O recinto estava já bastante preenchido, mas rapidamente atingiu a lotação máxima. Uma bela forma de agradecimento do público pela programação oferecida.
Samuel Úria, prestes a lançar novo álbum intitulado ‘Canções do Pós-Guerra’, apresentou-se em palco muito bem-disposto e com uma energia tão grande que contaminou todos os presentes. A faltar dois minutos para as 19:10, tal como nós, ainda entrava muita gente. Ouvimos os primeiros acordes da música que abre o disco “Carga de Ombro”. “Deu-me corda” foi a primeira do concerto que durou perto de 90
minutos com uma setlist de 17 temas.
Com uma faixa etária alargada que ia desde os pais que trouxeram (mas que assistiram bem afastados do palco) os seus mais recentes rebentos com poucos anos de vida; até pessoas com os seus muitos anos de vida. Não faltaram as habituais mantas, cadeiras de jardim e geladeiras.

Samuel Úria e Miguel Ferreira em palco [Mais fotos aqui]
Acompanhado em palco por Miguel Ferreira, produtor e responsável pelos arranjos do seu último disco, recordou que “A primeira vez que toquei em formato duo foi aqui em Famalicão” no ano de lançamento do disco ‘Carga de Ombro’, em 2016, confessando que esse foi o concerto de um início de ciclo e que regressou para fecha-lo. Pelo que os presentes deixarão de ouvir as músicas nos seus espetáculos porque sairá disco novo a 18
de setembro. Pedindo, em jeito de brincadeira, que além dos aplausos verterem uma lágrima pelo enterro (temporário).
Não só das músicas antigas fez-se o concerto. “Fica Aquém” (primeiro single do novo disco) lançado no final de 2019, pois o disco seria suposto sair mais cedo; “O Muro” (segundo single) tocou antes de ter confessado que está a preparar o disco em Vila Nova de Gaia e “A Contenção” (terceiro single), lançado no dia do espetáculo na sua rede
social, foram os novos temas interpretados.

O tondelense Samuel Úria no Devesa Sunset [Mais fotos aqui]
Naquela bela mas ventosa tarde de verão que Samuel aqueceu, não faltaram temas mais antigos como a obrigatória e titulada com prémio de melhor canção em 2014 pela SPA, “Lenço Enxuto” (do disco de ‘O Grande Medo do Pequeno Mundo’). Houve passagem pelo EP ‘Marcha Atroz’: confesso escritor de poucas letras romantizadas, “Mãos” é uma das exceções. Também pelo “Nem Lhe Tocava”, de 2008, onde interpretou a também obrigatória “Não arrastes o meu caixão”; bem como a “Teimoso”: tema que terminou o concerto… antes do encore.
A ovação foi tão grande que teve mesmo que o fazer. Mas, entretanto, os espetadores já se tinham levantado. E assim ficaram. “Fusão” foi a primeira, mas Samuel Úria estava com a corda toda que foi o próprio a pedir para tocar mais uma. Encerrando com “É Preciso Que Eu Diminua”; música que fez com que os corpos se balançassem harmoniosamente.
E foi neste bonito cenário que encerrou este ano o “Devesa Sunset”!
Setlist
1 – Deu-me Corda
2 – Aeromoço
3 – O Muro
4 – Mãos
5 – Essa Voz
6 – Ferrugem
7 – Fica Aquém
8 – Carga de Ombro
9 – Para Ninguém
10 – Lenço Enxuto
11 – Repressão
12 – A contenção
13 – Não arrastes o meu caixão
14 – Vem de Novo
15 – Teimoso
Encore
16 – Fusão
17 – É Preciso Que Eu Diminua
Vejam toda a foto-reportagem pelo João Machado: clicar aqui

Texto:
Márcio Ribeiro
Fotografia:
João Machado
