
Dia 22 de Março marcou o primeiro concerto dos Liima no norte de Portugal, um país que tão bem conhecem apesar de a banda ter origens numa Europa bem distante, na Dinamarca.
A ligação da banda ao nosso país é evidente se dissermos que Casper Clausen, líder dos Efterklang, uma das mais notáveis bandas dinamarquesas, mudou-se há uns anos para Lisboa onde chamou os ex-companheiros Mads Brauer e Rasmus Stolberg, além do baterista finlandês Tatu Rönkkö, para formar os Liima e aí fermentar o primeiro álbum ‘ii’ que resultou de várias residências artísticas, uma delas no Funchal, Madeira.
Nessa viagem floresceu duas músicas, ”Amerika”, a faixa mais rodada da banda, e “Black Beach”, músicas com que o quarteto dinamarquês encerrou o lindo concerto no Café Concerto do Vila Flor, em Guimarães, num duplo encore.
Mas não comecemos pelo fim… Já passava das 21h30 quando a turma de Casper Clausen, metade deles descalços, começou a soar pela plateia adentro “David Copperfield”, (para nós a melhor música do novo álbum) uma espécie de poção mágica, talvez vinda do próprio mágico, que nos hipnotizou por entre os seus sintetizadores (e xilofones?) em forma crescente e pela voz de Casper a ecoar num dos três microfones que tinha.

Com o quarteto sempre com um sorriso na cara, talvez por terem uma casa praticamente cheia a uma quinta-feira, a banda continuou com a apresentação do seu mais recente disco ‘1982′ tocando-o de lés a lés.
Um dos momentos altos do concerto veio em “Jonathan, I Can’t Tell You“, bonita música onde a capacidade e subtileza da voz de Casper se fez notar ainda mais, com uma dedicatória à produtora do videoclip que se encontrava bem ao nosso lado, a portuguesa Catarina Neves Ricci.
O segundo grande momento aconteceu já no final do primeiro encore, com “Amerika”, música gritada por um membro da plateia a meio do concerto, a fazer-se ouvir por detrás das centenas de pessoas presentes, com o vocalista a passear sem medos por cima de cadeiras, mesas sem nunca perder o folgo e a aquela nota que ele sabe tão bem.

Quando todos prevíamos o final do concerto com já praticamente uma hora, eis que entram mais uma vez no palco para tocarem a tal “Black Beach”, música que surgiu nas águas das praias de areia negra numa das muitas viagens de carro pela Madeira.
Um concerto tão especial para eles como para nós que os vimos e saímos de lá com o coração cheio a desejar muito mais.
Reportagem fotográfica completa: Clicar Aqui
Texto: Luís Silva
Fotografia: Luís Leite
