I’m an alien just passing by… In Portugal | Reportagem

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Segunda-feira, 26 de março de
2018.

Uma data que ficará registada
na memória e nos registos fotográficos/redes sociais de muita gente.
Especialmente dos vianenses. A noite desse dia ficou marcada por um inusitado
concerto no Centro Cultural de Viana de
Castelo
. Coisa rara para aqueles lados do Alto Minho. Pelo artista de artista
de classe mundial e por ser um dia de semana, para mais sendo segunda-feira. Um
concerto que esgotou em pouco tempo e com várias semanas de antecedência.

Apenas pouco mais de 6 meses
da sua presença no Festival Vodafone
Paredes de Coura
, o artista britânico Benjamin
Clementine
regressou ao norte de Portugal para um concerto que se previa
especial. A sua muito bem-sucedida passagem pelo festival no ano passado deixou
boas marcas e muitos fãs espalhados um pouco por todo o Portugal com especial
relevo no Minho.

Pouco depois das 20h já se via
uma certa azáfama e um ambiente diferente nesta noite com muito movimento em
redor do Centro Cultural. Pessoas a trocarem os seus bilhetes “virtuais” pelo
bilhete mágico que lhes daria acesso ao interior da sala, pessoas já a
guardarem lugar para serem as primeiras a entrar no espaço. Um ambiente
agradável a fazer lembrar outros ambientes nomeadamente em concertos de outra
escala e noutras paragens.

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Assim que abriram as portas
formaram-se filas compactas e com algum comprimento, contudo o processamento na
entrada foi sempre rápido. As pessoas foram tomando o seu lugar nas bancadas e
na plateia. Por volta das 22h a lotação estava praticamente esgotada e por
volta dessa hora sentia-se já um nervosinho e alguma ansiedade naqueles que
estavam mais compenetrados no momento.

22h11. Momento de euforia:
aplausos e outros tipos de manifestações positivas. Os músicos entravam
vagueando pelo palco e por entre os manequins (espalhados pelo palco, de todos
os géneros e idades, incluído de mulheres grávidas) até chegarem aos seus
lugares. Este deambular dos músicos que acompanham Benjamim Clementine repetiu-se durante o concerto, por exemplo,
quando o cabeça de cartaz da noite ficou a tocar a solo.

Óbvio que o mais aplaudido foi
Clementine. Entrou sorridente e
rapidamente ocupou o seu lugar sentado com o piano pela frente. “Farewell Sonata” e “God Save The Jungle” foram os temas de
entrada.

O cantor originário de Londres
com vivência em Paris (algo que ele referiu durante o concerto) não demorou a
agradecer aos presentes pela “bondade e
paciência para com minha loucura”
. Algo que de certa forma foi notado no
decurso da noite. Uma loucura alegre e contagiante, diremos nós…

O primeiro, de vários,
momentos de comunhão com o público aconteceu em “I Won’t Complain”, “its
a wonderful world and it’s a wonderful life”
entoado em uníssono. Em “Condolence” repetiu-se com direito a
momento “à capella”.

A cada momento e com o
decorrer do espectáculo a simplicidade desarmante de Benjamim Clementine encantava a audiência de forma indelével.

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Além dos já referidos
manequins, o palco estava adornado com outros itens. Por cada um dos 4 músicos,
existiam 2 candeeiros a parecerem velas iluminando as duas posições e
instrumentos. Por detrás do palco uma enorme tela com o símbolo que surge na
capa do álbum ‘I Tell A Fly’, surgia
igualmente pendurado em frente ao palco de ambos os lados.

Com a deixa de “Jupiter” mais uma oportunidade para
puxar pelo público lusitano. “I’m an
alien just passing by
” foi entoado pelo público e aqui aconteceu um momento
engraçado. O artista pretendia que o cantassem “I’m an alien just passing by in Portugal” só que a audiência
apenas dizia “I’m an alien just passing
by.(pausa) Portugal”
. Com a insistência de Benjamin o povo lá corrigiu a
ortografia tendo a lição ficado bem estudada.

De certa forma fomos
privilegiados por estamos na primeira fila. Conseguimos ouvir a voz de Clementine sem microfone. A entoar “Porto
Bello”, entre outras passagens. Foi a seguir a “By The Ports of Europe” que Benjamim Clementine vai com a sua
trupe para fora do palco, bancada acima até atingir a passagem superior e aí faz
uma espécie de volta olímpica ao Centro Cultural sempre a entoar “Porto Bello”.
Quando voltaram ao palco desmontaram os manequins deixando as peças espalhadas
por entre os instrumentos. Foi um momento bastante curioso e inesperado.

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“Nemesis” e “Adiós” foram as inevitáveis canções
para o fecho já muito perto da meia-noite.

Este concerto de Benjamim Clementine foi incrível, terá
surpreendido muita gente, tendo deixado outras (os fãs mais atentos) em êxtase.


Resta-nos dar uma palavra à Câmara Municipal de Viana do Castelo.
Foi uma aposta ganha e, certamente, os vianenses agradecem. Ocorreu à cidade
igualmente muita gente de fora para esta ocasião. Notamos uma maior aposta em
cultura, nomeadamente, em concertos musicais. Inclusive de nomes internacionais
como este e o caso dos Graveyard. Esperemos
que seja para continuar.


Para finalizar o texto só uma
mensagem… I’m an alien just
passing by… In Portugal
. Caro alien, passa por Portugal as vezes que
quiseres. A gente vai receber-te sempre bem!

Fotos: Hélder Oliveira 

Texto: Edgar Silva

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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