O Walk & Dance fez jus ao nome em mais uma bonita edição – Parte1 | Reportagem

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Pelo segundo ano consecutivo o
HeadLiner foi Media Partner do Walk &
Dance
tendo sido para nós mais uma excelente experiência, repetindo
sensações da edição de 2017! Fica desde já um agradecimento especial a todos na
The New Party Makers, a entidade
organizadora do festival pela disponibilidade, simpatia e amizade!

Dia 0 – Quarta-feira, 28 de março

Matilda

Este ano o cartaz teve algumas
novidades, uma delas foi uma espécie de dia de arranque. Um dia 0, portanto.
Nesta noite no Gardens Bar em
Freamunde a vimaranense Mafalda Costa, que é conhecida em palco pelo nome
artístico Mathilda, deu o mote para a edição de 2018. Junta em
palco em versão duo com o seu primo Diogo
Pinto (Gobi Bear)
teve uma performance bonita. Pelo menos foi isso o que
nos chegou aos ouvidos já que a equipa do HeadLiner
não pode estar presente. Não pomos essa avaliação em causa pois é uma artista
que seguimos tendo-a já visto ao vivo anteriormente.

Dia 1 – Quinta-feira, 29 de março

A noite de concertos desta
quinta-feira, véspera de feriado religioso, foi mais uma de intempérie (como
vem sendo habitual no decurso do resto do ano) porém não foi entrave para a
equipa do HeadLiner apresentar-se em
força. Assim como igualmente para uma afluência de público bem generosa
trazendo assim uma boa “vibe” ao Teatro da Associação Mútuos Socorros
Freamundense
. Publico maioritariamente jovem sobretudo gente na faixa
etária dos 30 e poucos anos sendo que tivemos uma audiência heterogénea.

Nesta edição os nomes dos artistas que estão a tocar surgem numa televisão CRT
das antigas por entre a famosa “chuva” da sintonização dos canais, do lado
direito do palco Uma forma bem original de anuncio sucedendo às caixas de
cartão recortadas e iluminadas por dentro utilizadas em 2017.

Chinaskee & Os Camponeses

A banda lisboeta liderada por
Miguel Gomes (AKA Alex Chinaskee ou somente Chinaskee) apresentou-se no
festival para apresentar o álbum ‘Malmequeres’
lançado
no decorrer do ano
passado.

Chinaskee, o
frontman e instigador deste projecto assume a voz e uma das guitarras em palco.
Em palco a banda apresenta-se com mais 4 elementos. Os Camponeses, que se calhar não têm muito ar disso. Talvez meninos
betinhos ou algo no intermédio já encaixe na descrição destes. Músicos
competentes e imbuídos de um bom espírito em palco são eles: Luís Tojo conhecido por SunKing (teclista), David Simões (baixo), Ricardo Oliveira (bateria) e Guilherme (Guitarra).

Esse bom espírito revela-se a
2 momentos do concerto. Primeiro Chinaskee
pede às pessoas que se encontravam no anfiteatro sentadas para se levantarem.
Um modo de puxar mais pelo público para serem mais parte do concerto. Num
segundo momento quando elogiavam a cerveja [ “Ninguém nos pagou para dizer esta merda”] e pediam mais uma rodada
em palco. Não é propriamente para fazer publicidade mas como se trata de um
patrocinador do festival… Referiam-se à Cerveja
Letra (Cerveja Artesanal Minhota)
. Agora
a opinião fica a vosso encargo, verificarem se têm razão ou não. Também não nos
pagaram para referir o nome…

Ouvimos um som bastante
curtido e que mistura vários origens sonoras do pop ao rock passando ao
psicadélico. Podemos afirmar, como temos acompanhado várias bandas ao longo dos
anos, parece-nos que os Chinaskee &
Os Camponeses
podem marcar uma diferença positiva no panorama musical
lusitano.

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Luís Severo

O cantor de 25 anos
apresenta-se, desta vez, em palco a solo e somente acompanhado pela sua
guitarra acústica. Tem vindo a apresentar por Portugal fora o seu disco
homónimo lançado em 2017 tendo sido alvo de premiações e de muitos elogios quer
pelo público em geral quer pela imprensa especializada.

Com o poder nas suas letras
(marcantes, escorreitas e bem entrelaçadas) e a sua voz a reflectir essas
palavras que vão de sentimentos melancólicos a amorosos cria aí um mix
irresistível.

Começa este concerto do Walk & Dance 2018 de forma inesperada
no topo do anfiteatro. Vai descendo os patamares até ao palco proclamando as
duas letras e tocando na sua guitarra para deleite da audiência, que
praticamente enche o espaço. Com o seu visual retro e um ar de personalidade
vincada a sua presença em palco cativou deste cedo toda a gente.

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Logo cedo na sua performance Luís Severo avisa que “não diz nada de jeito” para justificar
a sua falta de dotes comunicativos. Ainda assim o que vimos e ouvimos foi o
contrário.

Mais adiante diz que “Não faço setlist, vou cantado o que me
apetece”
dizendo ainda que aceita pedidos do público. Nesse particular
surge um pedido que é imediatamente aceite. Surge então “Olho de Lince”, mais um dos temas interpretados de forma inspirada
e concentrada. Assim como toda a sua actuação de cerca de 40 minutos.

“Boa
companhia”,
canção que não podia faltar foi e cantarolada
por algumas pessoas da audiência quase em surdina como para não incomodar.  

Depois de dizer ter sido ‘cumprir com os mínimos olímpicos’ Luís Severo não pode aceitar um dos
pedidos do público: “Meu Amor”, por ser
uma canção tocada ao piano. Ainda assim sai ovacionado de palco tendo sido o
primeiro grande momento do Walk &
Dance 2018
.

OMODO

A banda que fechou a noite de
concertos estava praticamente a tocar em casa, são de Lousada. Estes 4
elementos Bruno Fernandes (guitarra
e voz) Ângelo Cardoso (guitarra) Hugo Machado (bateria) e António Magalhães (baixo) deram boa
conta de si, ainda para cima tendo em conta serem uma banda ainda muito
recente. Tiveram em palco quase uma 1 hora e o seu som é sobretudo de rock
instrumental apoiado com algumas letras, diremos nós quase de complemento.
Soaram-nos muito bem e ficaremos atentos aos Omodo de agora em diante.

O final da noite aconteceu no Gardens Bar com DJ Set de LondonBeat.

https://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=261948265

Aftermovie:

[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=JKrCxwwmKsE&w=641&h=360]

Texto: Edgar Silva

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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