Acid Mothers Temple, uma das referências imperdíveis do Rock Psicadélico!

Regressamos
na passada noite de 4 de outubro, véspera de feriado, ao gnration em Braga. No menu tínhamos os japoneses Acid Mothers Temple, uma formação
japonesa com créditos firmados. Em boa hora surgiu esta oportunidade de os
vermos ao vivo, numa sala que já faz parte do nosso roteiro de concertos e que
tem proporcionado grandes momentos.

A
formação bracarense The Nancy Spungen X
tocou na primeira parte. Um coletivo de 7 elementos fez uso de uma panóplia
imensa de instrumentos. Do batuque ao sintetizador passando pelo saxofone
(instrumento líder da atuação) ficamos a conhecer um mix altamente dançável. Durante
cerca de 45 minutos tocaram as suas canções instrumentais. Por entre o público
estiveram corpos dançantes maquilhados de forma pronunciada e que deambularam
por entre as pessoas numa tentativa, bem conseguida diga-se, de animar os
ânimos.

Rock
Psicadélico é um género musical cada vez mais em voga e o qual nos apraz
bastante pelo que vermos e ouvirmos ao vivo um dos nomes essenciais das últimas
décadas pareceu-nos mesmo uma oportunidade imperdível. Kawabata Makoto, fundador e figura proeminente dos Acid Mothers Temple banda formada em
1995 foi um praticamente espetáculo aparte inserido no próprio concerto.

A
forma como constroem e desconstroem as canções é soberba e proporcionaram-nos
momentos incríveis. Como a de um tsunami a atingir terra com toda a sua força
brutal. Fomos tendo réplicas por entre momentos de acalmia.

Fomos
também brindados pela exuberância de Higashi
Hiroshi
quer na voz quer no som da sua guitarra e até pela sua vestimenta:
vestido com uma espécie de capa de templário em tons de azul com uns bordados
em tons de ouro.

Um
dos grandes momentos da performance dos Acid
Mothers Temple
foi o solo do baterista a meio do concerto, a ninguém deixou
indiferente, tendo merecido uma salva de palmas bem intensa quando apresentado
ao público.

Todo
o noise e o universo rock com as suas imensas ramificações diversificadas foram
um deleite para a maioria das pessoas presentes porém nem todas tiveram a
capacidade de o assimilar da mesma forma. Terão abandonado a blackbox do gnration ou recolocaram-se mais atrás
na plateia? Não tivemos muito interesse em descobrir e continuamos imbuídos e
devidamente imersos naquele universo sonoro diversificado e perfeitamente (in)característico.

Inacreditável
performance de hora e meia, ficou marcada de maneira indelével na nossa memória
e na nossa história de concertos em 2018. Para mais tarde recordarmos com toda
a certeza!

Texto: Edgar Silva
Fotografia: Alexandre Vale

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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