O Hard Club é um ‘Safe Place’ | Reportagem

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A
banda britânica Ride passou esta terça-feira pelo Porto para o penúltimo
espetáculo da tour europeia de apresentação do seu álbum ‘This is Not a Safe Place’, lançado no ano passado. Trouxe consigo os, também
britânicos, Crushed
Beaks
.

Mark
Gardener
(guitarra e voz), Andy
Bell
(guitarra), Laurence
“Loz” Colbert
(bateria) e Steve
Queralt
(baixo) são um grupo de amigos de Oxford, Inglaterra e  o longínquo ano de 1988 formaram os Ride. A sua importância para a história
da musica deve-se fundamentalmente por serem pioneiros na exploração do estilo “shoegaze”, sendo que, o seu primeiro
álbum ‘Nowhere’ (1990) uma das
referências primordiais e inevitáveis daquele estilo musical. Slowdive e My Bloody Valentine são outras bandas responsáveis pelo sucesso do “shoegaze”, um estilo criado um pouco
por todo o Reino Unido.

Estiveram ativos de 1988 até
1996 e voltaram a sério novamente em 2014. Desde aí têm estado em intensa
atividade com o lançamento de 2 álbuns: ‘Weather
Diaries’
(2017) e ‘This Is Not a
Safe Place’
(2019) sendo este último a razão para estarem em tournée
europeia.

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Foto do baterista dos Ride

Em 2015 os Ride a banda estiveram no NOS Primavera Sound e regressaram agora
para sua estreia em nome próprio. Depois de Lisboa, vieram até ao Porto e à
Sala 1 do Hard Club na passada noite
do dia 11 de fevereiro. Ambos os concertos com a devida cortesia da promotora At The Rollercoaster. Foi neste
concerto nortenho que marcamos presença.

A primeira parte esteve a
cargo dos Crushed Beaks. Este trio
britânico, composto por Matthew Poile
(voz e guitarra), Alex Morris
(bateria) e Scott Bowle (baixo) subiu
ao palco às 21h, apresentando-se perante uma plateia que dava já indícios de
não ser tão composta como o esperado. Mas sabemos bem que quantidade não é
qualidade. Um espetáculo adequado e agradável que deixou o público com água na
boca para o que viria a seguir.

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Foto do vocalista dos
Crushed Beaks

A rondar as 22h, como
anunciado, era a vez de Ride subir ao palco. Gera-se o mítico suspense
da música de fundo a tocar perante um palco vazio e com iluminação baixa. Uma
casa mais composta, mas ainda a desejar, vê surgir por entre as sombras os
elementos da banda. Iniciam o concerto com “Jump Set”, tema do último álbum.

Numa viagem que percorreu o
novo álbum (não na íntegra) foi notório o maior entusiasmo do público em
músicas de álbuns anteriores como “Leave Them All Behind” e “Taste”.

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Foto do vocalista dos Ride

Com uma duração de
aproximadamente 1h30, terminaram com o tema “Vapour Trail”, tendo antes
presenteado o seu técnico de som com um bolo de aniversário improvisado e com
um cântico de parabéns meio em inglês, meio em português, neste que era o seu
dia de aniversário.

Uma plateia infelizmente longe
do que seria desejado e merecido para os artistas – mas apenas em quantidade.
Quem fez questão de estar presente sabia perfeitamente ao que ia. Verdadeiros
fãs que fizeram questão de vibrar e puxar pela banda.

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Público bem atento nesta noite dos Ride

Setlist

Jump Jet
Future Love
Leave Them All Behind
Charm Assault
Sennen
Fifteen Minutes
Shadows Behing The Sun
Repetition
Lannoy Point
End Game
All I Want
OX4
Taste
Kill Switch
Dreams Burn Down
Polar Bear
Vapour Trail

Vejam toda a foto-reportagem pelo João Machado: clicar aqui

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Texto e fotografia: João Machado

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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