Festa com :Papercutz e Throes + The Shine – nem as cadeiras ficam sentadas

A festa brava dos Throes+The Shine

A noite, ou talvez seja melhor chamar-lhe final de dia, começou calma. A sala 2 do Hard Club que estava habituada a ver pessoas em pé, encheu-se desta vez de cadeiras, com lugares alternados, garantindo assim toda a segurança a que estes novos tempos nos obrigam.

Passava pouco das 20h15 quando o espetáculo começou, a cargo dos :Papercutz, um quanto tímido, mas não demorou até se verem cabeças a abanar e mesmo danças envergonhadas no lugar. Para este concerto, o projeto liderado por Bruno Miguel foi acompanhado por Catarina Valadas e Sofia Sá. Na passada noite de 4 de junho, a banda apresentou um concerto bastante sólido e fluido, apenas faltaram as águas em palco que após 2 ou 3 pedidos entre músicas lá chegaram finalmente. :Papercutz apresentam um espetáculo que dá vontade de fechar os olhos e abanar o corpo lentamente ao ritmo da música.

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Catarina Valadas dos :PAPERCUTZ

As harmonias e sons da pop eletrónica, acompanhados pelos jogos de luzes que o Hard Club proporcionou, aqueceram o palco e o público para a dança que viria com Throes + The Shine.

Mas mesmo antes de dar por terminado o concerto de :Papercutz, juntaram-se ainda a bateria e guitarra de Throes + The Shine, um dos artistas que participaram na reedição de ‘King Ruiner’, para para ajudar à festa, não sem antes termos uma aparição de toda a banda para nos pôr a dançar antes de oficialmente começar o espetáculo da banda anfitriã da noite. Funcionou assim como uma espécie de intervalo.

Os :Papercutz terminaram ainda com um tema do novo álbum. Uma sonoridade que não lhes é muito comum e que remete para sons mais folk e africanos e usa bastantes repetições.

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Catarina e Sofia, as vozes femininas dos :PAPERCUTZ

Chegada a hora de Throes + The Shine e o entusiasmo foi algo que não foi possível esconder. Perguntaram no início do concerto se estávamos prontos para tirar a ferrugem, tenho a sensação que todos saíram do Hard Club “sem ferrugem”.
Houve dança, mesmo que sentados no lugar, palmas, braços no ar, e deu para perceber o quanto os concertos num formato dito normal, ou pré-pandemia, fazem falta.

O vocalista, Mob Dedaldino, não parou no lugar, saltando de um lado para o outro do palco, numa tentativa de animar o público e trazê-los para a festa. Esforço bem sucedido diria, porque caso não fosse a situação em que estamos, toda a gente estaria a dançar desalmadamente em frente ao palco.
São tempos diferentes, mas só o facto de podermos ver música ao vivo novamente, já sabe muito bem.

 

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Mob Dedaldino, o vocalista e Igor Lopes o baterista dos Throes + The Shine
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Um concerto dos Throes+The Shine é pura energia e alegria

Texto e Fotografia:
Cláudia Bandeira

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