6 concertos a não perder de vista | Especial NOS Primavera Sound 2022

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Já são poucos os dias que faltam para o ansiado regresso do NOS Primavera Sound e é por demais certíssima a ansiedade dos festivaleiros fãs deste evento marcante cuja realização acontece no Parque da Cidade do Porto. A última vez que pisei os
campos verdejantes foi em 2019, com esta prolongada vivência em tempos de uma
inesperada pandemia, parece que já foi noutra vida que estive no Primavera
lusitano. Tenho a certeza que é sentimento partilhado por centenas de pessoas.

Apesar da Covid19 ainda persistir teimosamente e da pandemia atravessar o planeta, certamente a vontade em espairecer e abanar a cabeça e os pés é imensa. Aquela vontade indómita de percorrer os vários palcos do festival para ver aquelas bandas que muito quero ver e descobrir outras, algumas dos quais novos talentos, que vão passar pelo nosso país.

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Courtney Barnett no NOS Primavera Sound em 2019

Fotos NOS Primavera Sound 2019

Dia 1:

bit.ly/dia1_nps_2019

Dia 2:

bit.ly/dia2_nps_2019

Dia 3:

bit.ly/dia3_nps_2019

Podem agora também recordar as nossas reportagens escritas sobre o NOS Primavera Sound 2019 aqui:
bit.ly/NosPrimaveraSound_2019

Nestas últimas semanas o cartaz do NOS Primavera Sound sofreu alterações com as saídas dos OM e de Japanese Breakfast. Com muita pena nossa soubemos do cancelamento do projeto de Michelle Zauner, era um dos que tínhamos um particular interesse em ver pela primeira vez. Nas substituições nem tudo é mau, os britânicos Squid e a australiana Stella Donelly entram para o cartaz. Especial relevo para o quinteto de post-punk de Brighton pois são uma banda com um crescimento muito significativo e com um som brutal, no bom sentido claro.

Com a saída dos horários da edição de 2022 do NOS Primavera Sound nem tudo é pacífico no que diz respeito às minhas escolhas pessoais. Nas opções prévias de concertos
a ver vou deixar “cair” 3 nomes que tinha muito interesse em assistir. Caroline Polachek, Jehnny Beth e Squid calham à mesma hora dos headliners Tame Impala,
Pavement
e Gorillaz e opto pelos nomes mais “orelhudos”.

À lente dos meus gostos pessoais e com um particular relevo no foco do headLiner vou então ao tema deste artigo. Obviamente os grandes headLiners, os referidos no parágrafo anterior, já não necessitam apresentação e são de presença obrigatória. Analisei o cartaz no seu global e agora de seguida destaco seis concertos que não devem mesmo ser perdidos, aconselho-os vivamente! São duas atuações por cada dia.

»» Quinta-feira, dia 9 de junho

DIIV (palco Cupra às 18:25 horas)

Esta banda de rock norte-americana tem à sua volta uma espécie de aura mística e com uma relação muito particular com os seus fãs. Editaram até agora três álbuns: ‘Oshin’ (2012), ‘Is the Is Are’ (2016) e ‘Deceiver’ (2019) e todos tiveram um efeito positivo.

O single “Doused” do álbum de 2012 teve um impacto extra em Portugal pois em 2013 foi utilizado num spot publicitário utilizado pela operadora de telecomunicações ZON (agora
NOS). A estreia ao vivo aconteceu nesse mesmo ano no Optimus Alive. Tocaram também no Vodafone Paredes de Coura em 2018.

A história da banda nestes últimos 10 anos tem sido muito agitada de forma negativa pelo despedimento do baterista original Colby Hewitt devido à utilização de drogas, à saída do baixista Devin Ruben Perez devido a várias polémicas e à vida muito conturbada do vocalista e fundador Zachary Smith.

Depois do cancelamento dos concertos de Lisboa e Porto em 2019, a expetativa para o regresso dos DIIV a Portugal é enorme.

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Black Midi (palco Binance às 22:30 horas)

Pessoalmente tive a oportunidade de ver esta banda britânica fazer a sua estreia em Portugal num concerto em Guimarães no Mucho Flow. Em 2018 a imprensa especializada em Inglaterra escrevia que eram “melhor banda a tocar ao vivo” em Londres naquela altura. Fiquei deveras surpreendido pela atuação que fizeram nesse festival. Cresceram exponencialmente de notoriedade desde o lançamento de ‘Schlagenheim’, o primeiro álbum. O seu hype continua bem presente em 2022. Já tocam nos principais palcos
dos maiores festivais do mundo. Depois destas palavras acredito que o interesse já esteja bem aguçado.

»» Sexta-feira, dia 10 de junho

Beach Bunny (palco NOS às 18:00 horas)

A música dos Beach Bunny é uma mistura surf pop com indie rock, uma espécie de doçura fofa digna de ser ouvida num dia de sol na praia.

Tudo começou pela vocalista e guitarrista Lili Trifilio e com o seu projeto a solo que rapidamente evoluiu para um formato banda. O primeiro álbum ‘Honeymoon’ foi lançado no dia dos namorados em 2020, data devidamente propositada. Desse lançamento há música como “Dream Boy” e “Cloud 9” que são bons apontamentos de apresentação do LP. No próximo mês de julho será editado o segundo álbum ‘Emotional Creature’.

Antes dos LP a artista lançou 5 EP entre 2015 e 2021 e desses lançamentos aconselhamos a audição das faixas “Boys”,  “Good Girls (Don’t Get Used)“ ou “Prom Queen”.

King Krule (palco Cupra às 21:20 horas)

Archy Ivan Marshall é o artista por detrás deste projeto apelidado de King Krule. Ele
tem, atualmente, 27 anos e faz música desde a adolescência. O primeiro grande
momento da sua carreira foi o lançamento de ‘6 Feet Beneath the Moon’, o primeiro álbum sob o nome artístico de King Krule, na altura com 19 anos. Antes deste era Edgar the Beatmaker, um nome parecido com a sua conta oficial de instagram: edgar_the_breathtaker. Refira-se que o músico tem múltiplos nomes artísticos se bem que o principal tem sido King Krule e com o qual mais tem ganho destaque.

‘The Ooz’, álbum de 2017 e o 3º da carreira, confirma-o como um caso muito sério no mundo musical. Neste disco mistura trip hop, R&B, punk rock e jazz criando uma enorme fusão musical de imensa qualidade.

Ao vivo, acompanhado pela sua banda, produz uma performance bastante intensa. Esta próxima visita a Portugal será a 3ª, a última foi em 2017 no Vodafone Paredes de Coura. Definitivamente a não perder! image

»» Sábado, dia 11 de junho

Khruangbin (palco Cupra às 19:00 horas)

Laura Lee no baixo, Mark Speer na guitarra e Donald “DJ” Johnson na bateria são o surpreendente trio que compõem os Khruangbin, palavra que significa avião em tailandês.

Em 2018 ao seu segundo álbum ‘Con Todo el Mundo’ ganharam o reconhecimento mundial com faixas como “Maria También” ou “Cómo Te Quiero”. Já em 2020 com ‘Mordechai’, o seu terceiro álbum, confirmaram as suas credenciais. Com o seu som instrumental derivado de estilos tão distintos como o reggae dub, o funk
asiático ou o surf-rock criam um universo musical no mínimo improvável porém
soa confortavelmente sensual.

Pelo meio houve espaço para uma colaboração Leon Bridges e a sua forte voz cheia de
R&B e soul, a qual deu frutos com o lançamento de dois EPs chamados de ‘Texas Moon’ e ‘Texas Sun’. São ambos altamente recomendáveis.

A boa onda do concerto dos Khruangbin ao final da tarde em Paredes de Coura em 15 de agosto de 2019 pode, de forma natural, repetir-se no NOS Primavera Sound 2022 já que a sua performance será igualmente nesse mesmo
período do dia.

Little Simz (palco Cupra às 21:20 horas)

Simbiatu Ajikawo é uma artista britânica que tem ganho notoriedade como Little Simz.
Além da música é também atriz atualmente reconhecida pelo seu trabalho na série
‘Toy Boy’. Musicalmente é situada como sendo rapper porém essa designação pode ser ligeiramente redutora. No Reino Unido já foi agraciada com diversos prémios, como o Mercury Prize ou o NME Awards pelos seus desempenhos musicais, já lançou 3 álbuns e diversos EPs desde 2014.

Os seus concertos conseguem levar os seus fãs a uma mini loucura por entre movimentos frenéticos e moches… Little Simz é muito comunicativa e puxa pelo público nos momentos certos. Está garantida muita boa energia.

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Vamos marcar presença no NOS Primavera Sound 2022 por isso sigam o nosso acompanhamento do festival nas nossas redes sociais:

Texto:
Edgar Silva

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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