Whales exploram o MAR em noite de ovação | Reportagem

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Há noites em que as horas passam a ter uma importância secundária e o tempo passa num abrir e fechar de olhos. Na antiga escola primária de Refoios do Lima palpita calorosamente um dos pólos culturais mais acarinhados do altominho, o Movimento Artístico de Refoios. Ao entrar no MAR para mais uma noite que se adivinhava promissora a nível musical, debatemo-nos com um rol de caras conhecidas, o que é de gratificar por comprovar o facto de que a cultura na vila de Ponte de Lima já se tornou um hábito indispensável.

É depois de escalar as escada recheadas de obras de artistas limianos que assistimos à inauguração da artista LOBA, mãe de obras que transportam a tradição minhota da filigrana para a modernidade do século XXI. Da vizinha vila de Ponte de Barca, chegaram os MALABOOS, já repetentes por terras limianas para se fazerem ouvir, ainda que numa sonoridade (e composição) diferente dos MALABOOS que ouvimos em 2016 junto ao rio Lima.

É num mergulho de entusiasmo que embrenhamos na sala de concertos para receber dos WHALES aquilo que de melhor têm para nos dar. Se à primeira música conquistaram o público, à segunda alimentaram cada um dos espectadores que enchia a sala com o melhor plâncton dançante que Leiria tem para nos oferecer.
Os jovens leirienses que nos fizeram abanar a barbatana até perto das duas da manhã, marcaram o início da sua carreira com a vitória do festival termómetro, lançaram um primeiro disco, mas só agora com o homónimo WHALES é que transpiram toda uma identidade que se revela promissora graças aos ritmos dançantes, às ondas electrónicas ditadas pelos teclados e sintetizadores e à cumplicidade ténue que despertam em quem os ouve. Numa onda de dança intimista e frenética convidaram-nos a nadar por entre uma apaixonada vibração do som de uma das bandas mais promissoras de Portugal no panorama da música alternativa.

Numa noite em que o público continuava a pedir mais das tão acarinhadas baleias de Leiria, ecoou um aplauso tão intenso e frenético como os sons do novo disco de WHALES, pintando um belo quadro da recepção calorosa do público ao trabalho do trio com o selo da Omnichord Records. A noite de 1 de junho foi então, não só uma celebração da música electrónica, como também a confirmação de que a aposta nas bandas portuguesas emergentes com futuro promissor está a ser feita pelas margens do rio Lima contando já com um alargado círculo de apoiantes à cultura de qualidade.

As palavras são da nossa Ariana Amorim, as fotos vem da sua lente:

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Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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