Especial: Foco headLiner com Quase Nicolau | FE-Festival Emergente 2021

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Os 6 elementos dos Quase Nicolau, foto @ Francisca Alarcão

Aproveitamos o facto de sermos Media Partners do FE-Festival Emergente para entrevistarmos uma das bandas que vai tocar no festival. O evento realiza-se já nesta sexta-feira e no sábado no qual o foco são mesmo os talentos emergentes nacionais. Toda a informação pode ser consultada aqui.

A nossa escolha para a entrevista recaiu nos Quase Nicolau. Eles foram selecionados para participarem no referido certame através do Open Call e por isso achamos relevante saber das suas expectativas para esta aparição naquele festival que promove os talentos emergentes nacionais. Tocam sábado, dia 16 de outubro pelas 19:15 horas no Capitólio em Lisboa, a base do evento.

~ Introdução aos Quase Nicolau

Os Quase Nicolau são uma banda composta por gente ainda muito jovem e que
foi-se juntando entre amigos universitários. Todos eles com ligações musicais
diversas: da formação clássica e em jazz, ao rock, blues e folk aprendidos em
casa.

A formação dos Quase Nicolau é composta por 6 elementos: Francisco Carrapa (voz,
guitarra elétrica e Baixo elétrico), Francisco Melo (voz, baixo elétrico, guitarra elétrica e kalimba), Gonçalo Mota (voz, guitarra elétrica e guitarra acústica), Joana Domingues
(voz, teclados e percussão), José Lobo (voz, viola amarantina, guitarra elétrica e guitarra acústica) e Nuno do Lago (bateria, percussão).

Apresentam-se como sendo uma jovem banda lisboeta de folque roque – rock com arranjos diversos e muitas harmonias vocais cantadas sempre em português. Na sua, ainda muito curta discografia, contam já com a gravação de um EP intitulado ‘Alvorada’. A gravação iniciou-se em 2019, com a chegada da Covid-19 e respetivo confinamento sofreu uma paragem obrigatória. Após o retorno às gravações em julho de 2020 conseguiram levar a empreitada a bom porto tendo o processo sido concluído em outubro desse ano. O lançamento oficial ocorreu em janeiro de 2021. São 5 faixas que constam desse EP.

Na entrevista que fizemos à banda e que apresentamos a seguir procuramos saber, além de pistas para o futuro, a expetativa do que vai acontecer já no curto prazo, isto é, a
participação que vão ter no FE-Festival Emergente. Para lerem agora a partir daqui:

~ Entrevista aos Quase Nicolau

headLiner: Quem são os Quase Nicolau e como é que surgiram?

Quase Nicolau: Os Quase Nicolau são o Francisco, o Gonçalo, a
Joana, o Melo, o Nuno e o Zé, e têm uma idade média de 21,333 anos.
No secundário o Gonçalo e o Zé juntavam-se para ouvir música e tocar guitarra. Juntos descobriram e cantaram The Beach Boys, Radiohead, Fleet Foxes,… Das canções alheias passaram, pouco a pouco, a melodias suas e cada vez menos más. Quando acharam ter nas mãos algo merecedor de mais tempo, chamaram o Francisco, amigo de infância e magnífico músico com formação clássica, para construir canções. E entre o fim de 2018 e o verão de 2019 chegaram o Nuno, a Joana e o Melo (também ele Francisco), todos conhecidos na Escola Superior de Teatro e Cinema. Há quem fale, por brincadeira, num sétimo Nicolau, mas por enquanto seis são o número certo!

headLiner: Qual a origem do vosso nome? Há alguma história peculiar?

Quase Nicolau: Há, sim, e esperamos que não pareça tão longa quanto é! Há cerca de dez anos o realizador português João Rosas fez o casting do seu primeiro filme, Entrecampos (2013). A personagem secundária mais importante era um menino de nome Nicolau, futuro
protagonista dos restantes dois filmes da trilogia, Maria do Mar (2015) e Catavento (2020).
Quis o acaso que viessem parar à mesma banda o rapaz que ficou com o papel, o Nicolau, e outro que não o conseguiu e se limitou a figurante. Foi, no bom dizer de uma amiga, quase Nicolau. E, como ouvimos isto quando procurávamos nome, passámos todos a ser Quase Nicolau.

headLiner: São uma banda recente e de gente muito jovem. Para já a vossa discográfica
contempla apenas o EP ‘Alvorada’. Estará para breve o vosso primeiro LP?

Quase Nicolau: Para tão breve quanto possível! Estamos, em paralelo aos concertos, a compô-lo e a gravar maquetes. O disco já tem título e um alinhamento provisório de doze canções mais aventureiras e dançantes, e também mais directas do que as de Alvorada. Tocaremos quatro destas canções no Festival Emergente, e deveremos começar a gravar o disco no primeiro trimestre de 2022. Estamos muito entusiasmados!

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Os 6 elementos dos Quase Nicolau, foto @ Francisca Alarcão

headLiner: O vosso som comtempla uma mistura de imensos instrumentos, como, por exemplo, a Kalimba e a Viola Amarantina. Como é que descrevem a vossa música?

Quase Nicolau: É música melancólica que pode pôr-vos a dançar. Vamos transformando as nossas incertezas em canções com os altos e baixos que conhecemos. Da meditação ao regabofe.

headLiner: A pandemia afetou profundamente a vida artística no nosso país. Qual o
impacto nas vossas vidas e na vossa música?

Quase Nicolau: Tivemos, como tantas outras bandas, de cancelar e adiar concertos e de interromper a gravação do nosso primeiro EP, Alvorada. Fizemos, no entanto, um
esforço por não ceder à inércia. No primeiro confinamento reunimo-nos uma vez por semana para rever detalhes do EP e discutir maquetes de temas do álbum, para as quais cada um ia gravando partes em casa, à semelhança da Cuca Vida do Conjunto Cuca Monga.

Assim que as restrições afrouxaram, retomámos e terminámos a gravação, mistura e
masterização da Alvorada. No segundo confinamento ocupámo-nos sobretudo da promoção deste nosso primeiro EP, e do planeamento do ano.

headLiner: O FE-Festival Emergente dedica-se a potenciar os talentos emergentes do panorama nacional. Sem dúvida uma missão pertinente. Como foi o vosso processo de
decisão e candidatura ao Open Call?

Quase Nicolau: A Joana, nossa vocalista e teclista, foi ao Festival Emergente 2020 como espectadora. Quando soube do concurso deste ano contou-nos, e nem pensámos duas vezes. Inscrevemo-nos como qualquer outra banda, e aguardámos. Contámos, na nossa candidatura, com o gracioso teledisco que a nossa amiga Margarida Paias realizou para “Não Vou Cá Estar”, último tema de Alvorada. Chegada a votação, pedimos ajuda a amigos, a família, e a quem nos segue.

headLiner: O que representa para vocês terem sido selecionados através do Open Call do FE-Festival Emergente?

Quase Nicolau: É uma honra! Muito agradecemos a confiança em nós depositada pela organização do festival, pela qual fomos seleccionados. Tocar no Capitólio é um sonho que chega muito mais cedo do que alguma vez imaginámos! Na manhã de 3 de Setembro colámo-nos, cada qual em sua casa, todos à SBSR.FM para ouvir o anúncio dos vencedores, e tivemos os corações aos pulos quase até ao fim. Devemos ter sido os penúltimos anunciados! Passados instantes o nosso grupo de mensagens estava em festa. Esta é uma excepcional oportunidade para tocar numa das salas mais emblemáticas do país e dar a nossa música a conhecer a muita gente. Andamos alegres!

headLiner: Quais são as vossas expetativas para a participação no FE-Festival Emergente?

Quase Nicolau: Esperamos e estamos a fazer tudo por dar um bom concerto, divertido tanto para o público como para nós! Temos a sorte de, pela primeira vez, dar três concertos no espaço de um mês – o primeiro no Festival Aqui ao Lado, o segundo na Casa do Capitão, e o terceiro no Festival Emergente -, e sentimo-nos aprender e crescer com cada um. E queremos, claro, ver os concertos das belas bandas que nos farão companhia no Capitólio!

~ Links da banda

Facebook: facebook.com/quasenicolau

Instagram: instagram.com/quasenicolau

Spotify: https://open.spotify.com/artist/4foW7QAYqDtBRWlTKM6Ego?si=iOasAdtXSta7rswbluZqBw&dl_branch=1

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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