Chau e Kaló dos The Twist Connection em grande destaque | Foto: Fausto / CAAA
A banda The Twist Connection, oriunda de Coimbra, aliou-se aos SO DEAD (igualmente conimbricenses) e zarparam para a estrada para mostrarem os seus novos singles. Partiram ambas, no passado mês de fevereiro, com álbuns novos no horizonte. O álbum dos The Twist Connection foi entretanto editado na passada sexta-feira e intitula-se de ‘Concentrate, Give it up, It´s too late’. Tanto este como o dos SO DEAD editados têm já a certeza da chancela através da mesma editora: Lux Records.
Esta tournée já passou por 5 localidades, o início teve lugar no passado dia 22 de fevereiro na Figueira da Foz, sendo que o Barreiro (28/02), Corroios (01/03), Guimarães (21/03) e Viseu (05/04) as outras localidades por onde a ‘Restless Tour’ já passou. Resta realizar-se a data no Barracuda, Porto.
Esta digressão tem o apoio do headLiner como media partner desde o primeiro momento.

Trio SO DEAD | Foto: Fausto / CAAA
Efetivamente foi com muito gosto que marquei presença na data vimaranense, no passado dia 21 de março (uma sexta-feira), cujo evento teve lugar no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA). Este espaço vimaranense tem proporcionado uma programação muito variada e bastante cativante nos últimos meses cuja designação é de ‘Bairro C – Caminhos de Cultura e Criatividade’. Os concertos têm acontecido na Blackbox do CAAA.
Samuel Nejati e Sofia Leonor, membros que fazem parte dos From Atomic, criaram um novo projeto ao qual apelidaram de SO DEAD. Ao vivo o duo é acompanhado por Miguel Padinha nos sintetizadores.
Como não poderia deixar de ser, o paradigma é bastante diferente do som dos From Atomic. Agora em SO DEAD os géneros musicais explorados são o synth e post punk em que os sintetizadores, o baixo e a bateria são os instrumentos prediletos.

Miguel Padilha dos SO DEAD | Foto: Fausto / CAAA
Nesta performance em Guimarães o trio SO DEAD tocou temas das duas edições discográficas que têm até ao momento: ‘Wait To Die’ de 2023e ‘Play Me Like a Doll’ de 2024.
Nejati com uma t-shirt dos Beach Fossils e Leonor com uma dos Siouxsie and the Banshees revelavam os seus gostos e inspirações. Certamente duas das centelhas que permitiram motivar ambos nos seus percursos musicais.
Foram cerca de 35 minutos de performance dos SO DEAD e pode parecer curto no entanto o seu set foi sempre em crescendo e por altura de “Push”, o sétimo tema interpretado, já os ânimos estavam no ponto certo. “Charcoal” foi a última, pelo meio de “You Gotta Go” e “Rowing”, o público presente teve a oportunidade de escutar alguns temas que farão parte do próximo álbum da banda que será editado em maio deste ano. Uma performance bastante convincente. A partir de agora irei seguir com muita atenção todas as novidades deste projeto conimbricense.

Sofia Leonor dos SO DEAD | Foto: Fausto / CAAA
São quase 10 anos de atividade para os The Twist Connection, eles que têm tocado, no seu percurso, entre clubes de rock de matriz underground e festivais de maior dimensão. Já os vi também no Maus Hábitos no Porto em 2023 e no Vodafone Paredes de Coura em 2022, ocasiões em que apreciei bastante as suas performances. Agora no CAAA foi mais ocasião para reforçar o meu apreço por este projeto naquele que foi o concerto mais extenso dos três que vi, teve a duração de uma hora.
Desta vez Carlos “Kaló” Mendes (bateria e voz) e Samuel Silva (guitarra) não puderam contar com o habitual baixista Sérgio Cardoso por não estar “na plenitude da sua força” e em seu lugar surgiu Pedro Chau, ele que faz parte dos The Parkinsons. Com a sua experiência rubricou uma atuação sólida e descontraída como se fizesse parte da banda há muitos e bons anos.
O rock ‘n roll dos The Twist Connection “bebe” em diversas influências sendo uma das mais notórias no rockabilly dos anos 50.

Trio The Twist Connection | Foto: Fausto / CAAA
“Fake” e “You Must Go Now” de ‘Is That Real?’ (2020); “Losing Touch” do disco homónimo de 2018 e “Nite Shift” do álbum ‘Stranded Downtown’ de 2016 foram alguns dos outros temas interpretados numa setlist que abordou, de forma bem compreensiva, a discografia dos The Twist Connection.
Com novo álbum na forja, entretanto editado, a banda interpretou igualmente os singles mais recentes “Crime” e “Concentrate”. Soaram muito bem e são bons indícios do que aí vem. Um dos temas que aprecio imenso “Anywhere But Here”, para minha felicidade, não falhou na setlist.
A dinâmica efervescente de Carlos é uma constante e nunca descola da sua personalidade. Ele que canta e toca bateria/percussão com uma energia contagiante por entre uns tragos no copo de cerveja. Já Samuel Silva, é um complemento a Kaló, com uma espécie de passos de twist enquanto toca de forma exímia os acordes na sua guitarra.

Em destaque à direita Samuel dos The Twist Connection | Foto: Fausto / CAAA
O público acompanhou a banda de forma bastante viva e de modo apreciativo. Na altura dos agradecimentos Carlos aproximou-se das pessoas tendo cumprimentado diretamente várias pessoas enquanto o público batia palmas para não deixar cair o ritmo da batida. Efetivamente é fácil complementar a banda quando tem um líder tão carismático como Kaló.
Na parte final houve ainda tempo para uma versão em tom de homenagem aos The Sound. Curiosamente uma das pessoas presentes tinha uma t-shirt desta formação sendo que fez questão de a mostrar à banda mesmo junto ao público.

Trio The Twist Connection | Foto: Fausto / CAAA
Atuação bem positiva dos The Twist Connection, deixou toda a gente satisfeita. Ficamos ainda a saber que o regresso à zona de Guimarães far-se-á em julho quando tocarem num evento do espaço O’Cunha. Algo revelado pelo proprietário do espaço, durante a atuação.
Um agradecimento especial à equipa do CAAA: a Ricardo Areias e ao Fausto apor gentilmente ceder as fotos para utilização neste artigo e nas redes sociais.

Trio The Twist Connection | Foto: Fausto / CAAA
Texto: Edgar Silva
Fotografia: Fausto @ dr.fausto (Instagram) | Fotos Oficiais CAAA
