Por entre riffs e fuzz, fomos enfeitiçados pelos Wand | Reportagem

image

Eram por volta das 20:00h do dia 11 de novembro de 2017 quando
anunciámos os Wand em Portugal praticamente em 1ª mão. Após nos termos perdido
nas marés da internet, fomos parar ao estranho site da banda californiana que
anunciava duas datas para o nosso país.

Não podíamos ter ficado mais contentes com esta notícia, depois de
termos perdido o concerto da banda de Cory
Hanson no Nos Primavera Sound do Porto, ver a banda a solo numa sala como
a do Hard Club foi uma agradável surpresa, mais tarde anunciada pela

Lovers & Lollypops.

Tinha chegado o dia 2 de fevereiro, e depois de termos feito uns
quantos play nas malhas da banda nos últimos meses, principalmente nas do álbum ´Golem’, álbum mais frenético dos californianos, iríamos presenciar finalmente os
poderosos solos e riffs.

Antes de entrarem na sala 2 do Hard Club, assistimos aos
portugueses Sereias, banda que se auto-intitula como um “encontro do cinético com a paisagem morta numa
selvajaria de jazz-punk-pós-aquático”. Pode ser um bocado difícil de perceber
estas palavras, talvez um pouco à imagem da própria banda, que com a sua lírica
suja e crua vão enaltecendo o lado mais negro do homem por entre putas e
loucura. António Pedro Ribeiro (vocalista lírico) foi-nos citando palavras
fortes e expressivas sem qualquer medo ou pudor, sempre com uma forte base
rítmica por trás, por vezes mais desfocada que outras, mas sem nunca perder o
fio à meada, um baixo bem forte, um saxofone bem jazzy, sintetizadores, desde batuques
até uma maraca feita de uma lata de coca-cola, a banda composta por 7 elementos
mostrou uma autêntica ode ao ser humano.

image

Por volta das 23:00h entrava a banda que contem
elementos que pertencem aos The Muggers, banda suporte de Ty Segall em 2016. O
quinteto voltou poucos meses depois à cidade do Porto com um novo álbum na
bagagem, ‘Plum’.

Nas primeiras palavras de Cory Hanson dirigidas às muitas pessoas que quase encheram a sala mais
pequena do Hard Club, o vocalista disse em palavras muito sinceras: “It’s great
to be back in my favourite city in aaalll world
”, mais uma prova que a cidade
Porto tem conquistado os olhares de quem a visita.

Apesar do novo trabalho, a banda trouxe também
muitos temas mais antigos num concerto muito mais noisy do que aquele que apresentaram
no Parque da Cidade. Entre malhas como “Floating Head” ou “Flying Golem”, as suas performances não se
limitam a meras imitações das suas gravações de estúdio, levando para o palco
autênticas jams de riffs deliciando todos os fãs de fuzz.

Num suposto final do
concerto, já com o pescoço dorido pela energia do headbanging que o corpo não
foi capaz de demonstrar, a banda subiu ao palco pronta para arrumar as tralhas e
aí fez-se ouvir mais uma vez as vozes dos presentes a pedir por mais “heavy
stuff
”. “Fire On the Mountain (I – II – III)” foi soando nas cordas da guitarra
num encore inesperado, e que maneira de acabar… Quase 2h horas por entre riffs
e fuzz, fomos enfeitiçados pelos Wand (varinha mágica).

https://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=261948265

Aftermovie:

[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=3GOJOUlNQM8&w=540&h=304]

Texto por: Luís Silva

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

Ainda sem comentários

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.