A Jigsaw: uma noite de folk e blues à portuguesa | Reportagem

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Em
dezembro passado os multi-instrumentistas Jorri
e João Rui, o duo que forma a banda A Jigsaw, celebraram 18 anos de
existência com duas datas em Coimbra, cidade de origem.

Este
ano começaram a actividade de concertos ao vivo em Famalicão, mais propriamente
no Café Concerto da Casa das Artes
daquela cidade nortenha. Um espaço bem acolhedor e apetecível especialmente
numa fria noite de inverno como foi aquela do passado dia 10 de fevereiro.

Nesta
noite famalicense a banda vinda de Coimbra trouxe um colectivo de músicos para
dar corpo à The Great Moonshiners Band,
a sua banda de apoio. Tivemos em palco 6 elementos, sendo de registar a
presença de Victor Torpedo (The Parkinsons, Tiguana
Bibles, Tédio Boys) na guitarra
e de Tracy Vandal (Tiguana Bibles) no
apoio vocal em algumas canções. Tivemos além da bateria, guitarra, baixo também,
pois claro, teclados por Jorri e
guitarra clássica, banjo, harmónica e voz (máscula e bem grave) por João Rui.

Já andávamos curiosos por ver
esta banda ao vivo faz já alguns longos meses e finalmente concretizamos esse
desejo nesta ocasião. Em boa altura pois claro.

A
Jiggaw
é um projecto impar no
contexto do cenário músical português devido à sua incursão nas marés dos
estilos musicais folk e blues materializado, pois claro, com muita competência
e qualidade insuspeita. Foi isso mesmo que registamos nesta actuação ao vivo.

Já com uma carreira
discográfica de respeito, a banda não se coibiu e navegou por esses álbuns
tendo tocado temas do 1º longa duração ‘Letters From The Boatman’ (2007) bem como do mais recente lançamento ‘No True Magic’ datado de 2014.
Provavelmente teremos um novo registo discográfico no decurso de 2018.

“Red
Pony”
foi uma daquelas passagens mais clássicas ao folk e blues com o recurso ao banjo e à harmónica dando aquela sonoridade que
mais facilmente nos leva para um imaginário western norte-americano. Uma viagem
musical durante pouco mais de 1 hora que nos levou por momentos mais
nostálgicos e outros mais vividos.

Pelo meio tivemos a
oportunidade para um ou outro momento de “storytelling” no qual João Rui lamenta “uma história longa e
triste” a respeito da não edição do primeiro álbum no formato vinyl.

Este concerto de A Jigsaw teve uma casa muito bem
composta com gente inclusive em pé. Um público que pediu encore tendo dado
mostras de ter apreciado a atuação. Por nossa parte, achamos ter sido uma boa
aposta da organização e acreditamos que a gestão do Café Concerto da Casa das
Artes de Famalicão
continuará a trazer outras bandas e artistas que não são
propriamente “mainstream”, que são para uma “imensa minoria”. Pode-se afirmar
que tal é serviço público e, pelo que constatamos, terá sempre público curioso,
interessado e que marcará presença.

Na continuação da noite Victor Torpedo abandonou a guitarra nos
The
Great Moonshiners Band
e prosseguiu com uma
performance intitulada “Victor Torpedo
Karaoke Show”
. Esta atuação iniciou-se por volta da 1h da manhã e já com
pouca gente por entre a audiência.

Não
sabemos muito bem caracterizar a sua errante performance. Tendo por pano uma
projecção em formato karaoke, talvez a caracterizemos como uma paródia
musculada a diversos estilos musicais e ao universo do karaoke. Ao fim de
alguns minutos desistimos e acreditamos que não marcará pelas boas graças de
quem ficou para assistir… Talvez sirva apenas para uma mera “punchline”…

https://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=261948265

Texto por: Edgar Silva

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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