
Os Suede vieram apresentar o seu mais recente álbum ‘Antidepressants’, à Cidade Invicta, tendo como palco, a Super Bock Arena. Uma atuação ocorrida no passado dia 19 de março, uma quinta-feira.
A aquecer as hostes, tivemos os Swim School, banda escocesa com influências indie e pós-punk, a apresentar o seu álbum homónimo de estreia de 2025. Relevo maior para a voz de Alice Johnson, a vocalista deste projeto, lembra bandas icónicas como os Cocteau Twins ou Sleeper.

A entrada em grande dos Suede aconteceu com “Disintegrate” do mais recente álbum com o cenário a rasgar entre o preto e o branco, com um som muito forte onde é notória uma grande influência de The Cure e Joy Division neste novo álbum.
Seguiu-se “Antidepressants”, outra grande música, onde o cenário preto e branco distinguia o repertório mais recente do mais antigo. Já em “Trash”, a terceira do alinhamento, Brett Anderson vai até ao público, mostrando-se um animal em palco, a viver como sempre viveu suas músicas, desde os tempos do icónico concerto ‘Love & Poison’, um clássico aquando do concerto do início da banda na tão mítica sala de concertos Brixton Academy localizada em Londres. Realizado a 16 de maio de 1993, o registou ficou eternizado em vídeo para a posterioridade.
“Animal Nitrate”, “Metal Mickey” e a fabulosa “So Young” desfilaram entre a noite com muita nostalgia e com muita força, agarrando o público dado era o seu enorme poderio e força com que eram tocadas, lembrando esse lado também muito cru do seu homónimo álbum.

Com “We are the Pigs”, voltam à sua carga crítica social, com um riff melódico muito forte a acompanhar uma batida cheia de raiva, pois em “Dog Man Star” temos esse lado bem melódico e interventivo. A rockeira “Personality Disorder” do disco ‘Autofiction’ de 2022 teve também o seu momento.
As luzes violetas cobriram a banda para “Sabotage”, tema editado ‘Bloodsports’ no ano de 2013, onde o lado mais dark dos Suede envolvia-nos com este alinhamento de seu lado mais gótico.
O palco ficou mais colorido com “New Generation”, voltando a 1994 e ao álbum ‘Dog Man Star’, onde Brett Anderson a canta em cima da coluna, para depois seguir com “Filmstar”, dando lugar a uma sequência mais nostálgica, acabando com “Can´t Get Enough”.

O mítico vocalista foi soberbamente coadjuvado por Mat Osman (no baixo), Simon Gilbert (na bateria), Richard Oakes (nas guitarras) e Neil Codling (nos sintetizadores, teclados e guitarras rítmicas)
“Life is endless, life is a moment” ou “this life belongs to you” eram passadas nos ecrãs, sobrepostas em fotografias de esqueletos a preto e branco, para que “June Rain” nos fizesse pensar no amor, na vida e na morte, ressalvando as influências que já falei anteriormente neste último registo da banda.
“She Still Leads Me On” entra com uma guitarra forte, seguindo-se “Trance State” do último álbum.
“The Wild Ones” e “Everything Will Flow” passearam sobre nós como pássaros que voam à beira-mar numa tarde primaveril solarenga.

Voltando ao começo da carreira, e quase a terminar, houve ainda lugar para “So Young” e “Metal Mickey” do primeiro álbum, ambas tocadas de forma perfeita e cheias de energia.
Antes do bis tivemos a tão conhecida “Beautiful Ones”, com Brett Anderson a puxar pelo público, levando a uma multidão de telemóveis a iluminar este momento tão bonito a marcar um belo momento de união com os seus fãs.
Para terminar tivemos o encore, onde ficamos com “Dancing With the Europeans”. Mais uma música a marcar a forte intervenção social e política dos Suede. Nada melhor para “fecho de festa” uma grande música como esta.
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Texto:
– Manuel Magalhães @ djyorkaeff (Instagram)
Fotografia:
– Nuno Coelho @ nunomscoelho (Instagram)
