
Franz Lyonz, o baixista dos Turnstile [mais fotos clicar aqui]
A tarde estava bem apetecível para uma estadia à beira rio até mais tarde e até por isso foi impressionante a maré de gente logo às 18:30h para o concerto de abertura do palco principal. Algo em total contraste com o dia anterior no mesmo horário.
Finalmente o artista britânico consegue estar presente no festival, em 2019 não pôde estar presente. Yellow Days é o projeto de George van den Broek que se fez acompanhar por uma banda apresentou um som muito suave, e melodioso a fazer lembrar a presença de Boy Pablo neste mesmo festival em 2019. Tanto pela inesperada adesão de público como no estilo musical.

George van den Broek finalmente em Coura [mais fotos clicar aqui]
Donny Benét regressou ao Minho, tocou no Vira Pop em 2019, e tocou em formato trio acompanhado por músicos no saxofone e bateria. Com um som sensual, dançável e alicerçado em batidas eletrónicas fizeram uma performance agradável no segundo concerto do dia no palco secundário. Um regresso positivo deste australiano no qual seguramente terá ganho mais alguns fãs.
Shabaka Hutchings, Max Hallett e Dan Leavers do trio britânico The Comet is Coming
são explosivos e perante a enchente brilharam com um som poderoso no qual é
cozinhada uma mistura de jazz, com eletrónica e rock psicadélico entre outras
inspirações.

Shabaka Hutchings dos The Comet Is Coming [mais fotos clicar aqui]
O rock norte-americano (na noite em dose dupla) chegou no momento certo para aquecer as almas numa altura em que a temperatura começava a descer rapidamente, primeiramente foram os Parquet Courts a dar cartas. Num dos melhores concertos do dia, será igualmente um dos melhores do contexto de todo o festival, a banda faz questão de mostrarem o orgulho nova-iorquino, no entanto, a imagem do mapa mundo que estava projetada atrás indica que são uma formação de alcance mundial.
Com o seu indie rock, são uma banda perfeitamente alinhada com o espírito musical mais íntimo do festival.

Sean Yeaton dos Parquet Cours [mais fotos clicar aqui]
A partir do tema “Almost Had to Start a Fight/In and Out of Patience” a ebulição
subiu de tom e presenciei uma espécie de masterclass de como ser uma banda alternativa em palco dada por Andrew Savage, Austin Brown, Sean Yeaton e Max Savage. Encantados com o ambiente, cantarolaram de improviso “Its Magic you know” num momento que deu para uns arrepios. Eles estavam emocionados com a experiência courense e o público estava em sintonia.
Os Turnstile entraram em palco uns minutinhos atrasados só que isso não foi impeditivo de entraram a todo o vapor. O rock não está morto e a par dos seus conterrâneos Parquet Courts provaram-no de forma excelsa. Os ingredientes musicais são mais virados para inspirações de hardcore punk e a efervescência do vocalista Brendan Yates foi bem visível, tanto no modo como vive a sua música como no jeito que interage com a audiência. Foi uma jarda épica, mais uma, vivida numa noite com magia e gosto alternativo.

Pat McCrory dos Parquet Cours [mais fotos clicar aqui]
“Turnstile Love Connection” foi o tema certo para deixar a chama acesa com os fãs e com o Couraíso. Uma escolha impecável para prime time deste 3º dia.
A primeira vez dos L’Impératrice de Paris em Portugal aconteceu no Vodafone Paredes de Coura. Entraram para a parte frontal do palco, ficaram alinhados com um curioso enfeite em forma de coração. Esse enfeite estava iluminado e a bater com cor vermelha, funcionaram durante toda a performance se bem que as cores variaram durante a performance.
Flore Benguigui, Charles de Boisseguin, David Gaugué, Hagni Gwon, Achille Trocellier e Tom Daveau são os seis elementos desta formação francesa, apelidada igual a nome de perfume, apresentaram-se com uma vestimenta em tons de laranja.

Flore Benguigui na sua estreia em Portugal [mais fotos clicar aqui]
Com um estilo musical pop-eletro e uma presença aveludada tomaram conta do anfiteatro natural e as pessoas relaxaram dançando livremente e afastando todos os seus maus espíritos, se é que eles surgem no idílico festival minhoto.
Nota final para Flore Benguigui, ela que fez questão de saudar o público recorrendo à língua de Camões em tom perfeito.
Parquet Courts, Turnstile e L’Imperatrice encheram totalmente as medidas e foram para mim estreias que me deixaram imensa “água na boca”.
Fiquei com pena de não ter podido dar atenção aos concertos de Molchat Doma e L’Éclair, fico com os nomes registados para uma próximaoportunidade.
Vejam toda a foto-reportagem do 3º dia: clicar aqui

Texto:
Edgar Silva
Fotografia:
João Machado
