
Aproveitamos o facto de sermos Media Partners do Festival Emergente para entrevistarmos bandas que vão tocar no festival. Escolhemos uma banda por cada dia do evento portanto serão três artigos ‘Foco headLiner aos Talentos Emergentes’ especiais. A primeira banda abordada são os Mão Cabeça.
Eles vão atuar no primeiro dia, na sexta-feira, dia 26 de dezembro, no programa da noite na BOTA (Base Organizada da Toca das Artes) situada nos Anjos em Lisboa. Este local será a base do evento nesta edição de 2025, um espaço dinâmico, com sala de concertos, bar, terraço exterior e diversos outros espaços de estar. Um dos pontos a realçar é a sua acústica fabulosa.
O evento vai realizar-se nos dias 26, 27 e 28 de dezembro no qual o foco são mesmo os talentos emergentes nacionais.
Toda a informação pode ser consultada aqui.
~ Biografia (até ao momento) dos Mão Cabeça
O projeto Mão Cabeça nasce, de forma definitiva, em 2021 nos subúrbios de Lisboa como uma espécie de “filho da pandemia”. Desde então, a palavra tem sido o principal motor da criatividade. Vestem a farda das canções em português onde as letras marcantes navegam entre o barulho e a calma, a melancolia e o medo, tangentes à ironia que quer dizer a verdade, num combate sonoro entre o caos e a introspeção.
André Boa-Nova (bateria), Gonçalo Gil (voz e teclas/piano), Frederico Nogueira (baixo) e Pedro Castro (guitarra) decidem comprometer-se a abraçar o projeto e a levá-lo para a frente.
‘Onde Moram Os Casos Perdidos’ em 2023 marcou a estreia discográfica da banda. Dos 5 temas que estão incorporados neste álbum o destaque vai para “Nódoa” e “Alecrim”, os singles de estreia deste projeto.
A 9 de maio de 2025 surgiu o segundo EP apelidado de ‘Mão Quente’. De ressalvar que esta foi uma edição de autor. As canções deste registo discográfico mais recente foram produzidas e gravadas pelo Francisco Marques (Next Level Productions) e a mistura e masterização ficaram a cargo do Filipe Adubeiro (Low Wave Studios).
Este foi um lançamento mais elaborado, com mais cuidado a diversos níveis tais como na composição, na produção e até mesmo na divulgação do disco.
Eles têm também tocado ao vivo e já passaram por locais marcantes. Em julho deste ano tocaram no Maus Hábitos da Cidade Invicta e poucos dias após a aparição nortenha atuaram no palco WTF Clubbing do NOS Alive. Outra performance bem significativa foi a participação no ciclo de programação NEXT promovido pelo Festival Emergente. A banda mais votada, de entre 16 atuações, seria a vencedora para participar no Emergente. A escolha recaiu precisamente nos Mão Cabeça, uma seleção feita pelo público.
Este 2025 foi um ano bem profícuo e extremamente produtivo para os Mão Cabeça. O seu caminho ainda é curto, no entanto, este quarteto demonstra vontade em fazer boa música em português dando-a a conhecer nos palcos lusitanos de norte a sul.
~ Entrevista aos Mão Cabeça
headLiner (Edgar) – A história dos Mão Cabeça começa a desenhar-se em 2018 contudo só oficialmente tem o seu arranque em 2021. Qual foi o clique definitivo para seguirem caminho?
Mão Cabeça (Gonçalo Gil) – De facto, o primeiro vislumbre daquilo que viria a ser Mão Cabeça surgiu ainda em 2018, até com outros músicos na formação da banda, mas esse arranque não pegou. Depois da pandemia estávamos todos com muita sede de criar e de fazer música nova. Fomos todos fáceis de convencer. Bastou uma troca de chamadas a lançar o desafio, um café para assentar ideias, apresentar os elementos que não se conheciam e pôr em pratos limpos que Mão Cabeça seria um projeto a abraçar com seriedade, dedicação e compromisso. O nome já estava escolhido e foi consensual, portanto o clique definitivo nem esperou pelo primeiro ensaio.
headLiner (Edgar) – Para quem não vos conhece, o que pode esperar musicalmente ao ir procurar a vossa discografia?
Mão Cabeça (Gonçalo Gil) – Musicalmente acho que podem esperar sinceridade. Nenhum de nós é um virtuoso e por isso alimentamo-nos das nossas falhas, fazemo-nos valer das nossas limitações. É o que acaba por impulsionar a criatividade, tentando fazer mais com menos. Muitas vezes procuramos o barulho e acabamos a cantar a calma. Temos tido tendência para uma sonoridade mais melancólica e introspetiva. Talvez a principal força motriz da nossa música seja a palavra, por isso podem esperar letras que, à partida, terão um papel principal nas canções.
headLiner (Edgar) – Tocaram no NOS Alive este ano. Uma das maiores montras musicais do país. Querem partilhar connosco algumas das emoções do dia da atuação?
Mão Cabeça (Gonçalo Gil) – Emoções foram mesmo muitas. Talvez a começar pelo pânico que se instalou nos quatro quando nos apercebemos que iria mesmo acontecer e que durou até à hora do concerto.. Em cima do palco conseguimos disfrutar e divertir-nos naquele que sabíamos ser um momento único. Satisfeitos com o que apresentámos, depois da atuação, restou aproveitar o dia e, mais aliviados, ver concertos, conhecer pessoal fantástico, fazer entrevistas e colher histórias insólitas. Foi um dia um bocado surreal e uma experiência incrível.
headLiner (Edgar) – Depois dos EPs ‘Onde Moram os Casos Perdidos’ de 2023 e ‘Mão Quente’ de 2025, o que estão a planear para 2026? Continuar a mostrar a vossa música ao vivo e levar a mais gente a vossa música?
Mão Cabeça (Gonçalo Gil) – Queremos, sem dúvida, chegar a mais gente e tocar ao vivo é sempre a melhor forma de o fazer. No palco as canções ganham outra verdade e outra energia e é onde conseguimos mostrar um pouco de nós, para além da música. Em 2026 queremos também poder dedicar tempo a música nova, temos muitas ideias na gaveta à espera de ganhar a forma daquilo que gostaríamos que fosse o nosso primeiro longa duração.
headLiner (Edgar) – O Festival Emergente dedica-se a potenciar os talentos emergentes do panorama nacional. Sem dúvida uma missão pertinente e importante para o desenvolvimento de artistas à procura do seu espaço, como é o vosso caso. Contem-nos um pouco como foi a vossa presença nas Sessões NEXT? Qual a vossa expetativa para essa participação?
Mão Cabeça (Gonçalo Gil) – Num tempo em que se assiste cada vez mais ao encerramento de espaços importantes para que projetos emergentes tenham um palco, iniciativas como o Festival Emergente são uma luz ao fundo do túnel e têm sempre a nossa grande admiração e carinho. É um Festival que tem vindo a ganhar um espaço muito importante no meio e é uma montra fantástica para bandas como a nossa. Por isso, quando recebemos o convite para participar nas sessões NEXT ficámos muito contentes por poder, acima de tudo, passar a pertencer à comunidade Emergente, onde já passaram tantos projetos que admiramos. Queríamos estar à altura do desafio. Saber que o concerto seria na BOTA também nos deixou muito felizes, pois voltaríamos a um dos palcos onde nos sentimos melhor.
headLiner (Edgar) – Foram a banda mais votada pelo público de entre as 8 sessões realizadas. O que representa terem sido os vencedores das Sessões NEXT?
Mão Cabeça (Gonçalo Gil) – Termos sido os mais votados, num leque de tantos e tão bons artistas, representa principalmente a responsabilidade de garantir que a escolha do público foi acertada. Dá-nos uma grande motivação e agradecemos muito a quem esteve nesse concerto e votou em nós, possibilitando a nossa entrada no cartaz do Emergente.
headLiner (Edgar) – Quais são as vossas expetativas para esta participação no Festival Emergente?
Mão Cabeça (Gonçalo Gil) – Por já conhecermos a organização do festival e os anfitriões da BOTA, sabemos que sabem como fazer-nos sentir em casa, por isso estamos bastante tranquilos. O alinhamento do concerto será repensado para um set mais pequeno onde tentaremos entregar o nosso melhor em pouco tempo. E acreditamos que o convívio com toda a gente, a partilha do dia e do palco com os outros artistas e bandas, com quem acabamos por criar relações e partilhar experiências, será o ponto alto. Estamos muito entusiasmados!
~ Links da banda
Instagram @mao.cabeca
Spotify @ https://open.spotify.com/intl-pt/artist/1A1fs6qW9TbcmpPARoY7Fy?si=mezw0QAxQiyFaV8NYTQ7aA
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### ‘Foco headLiner aos Talentos Emergentes’ é uma rubrica iniciada em 2016 com o intuito de dar ênfase a projetos musicais, tanto em formato banda como artistas a solo, cujo selo de “talento emergente” é perfeitamente ajustado. ###



