O berço da descoberta de artistas alternativos chama-se Mucho Flow

Danny Nedelko dos Heavy Lungs | mais fotos clicar aqui

Aproveitando a solenidade de estar a comemorar 10 anos de existência a Revolve (promotora do evento) optou por realizar uma edição especial no sétimo ano de Mucho Flow. Este festival é o principal evento que a promotora sediada em Guimarães realiza
anualmente desde 2013. A edição deste 2019 aconteceu nos passados dias 1 e 2 de
novembro, sexta-feira e sábado respetivamente aproveitando a benesse do feriado
santo.

Desta vez numa circunstância temporal mais à frente no calendário e saindo do casulo
que foi o CAAA (Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura), o Mucho Flow subiu ao centro da histórica Cidade-Berço e ocupou 3 espaços distintos. Os concertos da tarde decorreram na Plataforma das Artes – CIAJG (Centro Internacional das Artes José de Guimarães), os concertos principais passaram pelo edifício que outrora albergou os CTT
e o “after” aconteceu no São Mamede.

Este ano o festival teve uma forte componente com artistas de mais variadas ramificações da eletrónica porém não deixou o rock, o punk e o alternativo à parte. São estas as principais traves mestras do festival.

Destaques do Dia 1

Cæcilie Trier artista dinamarquesa sob o nome de CTM cuja performance aconteceu no Palco Revolve na Plataforma das Artes – CIAJG. A energia punk e incessante dos britânicos Heavy Lungs e dos cabeças de cartaz Iceage vindos foram momentos altos. Ambas performances decorreram no histórico edifício dos Correios de Portugal cujo
encerramento aconteceu em 2016 e que recentemente tem sido reaproveitado para
eventos culturais. No “after” desta primeira parte o nosso destaque recai em
JASSS
, DJ e produtora espanhola de seu nome Silvia Jiménez.

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Dinamarqueses Iceage na foto [mais fotos aqui]

Destaques do Dia 2

A performance de Brittnee Moore cujo nome artístico é Bbymutha aconteceu no Palco Super Bock no antigo edifício dos CTT naquele que foi um momento bem particular para “dançar”. A rapper norte-americana foi muito bem recebida pelo público. O outro destaque deste dia vai para o coletivo lusitano: Marco Franco, Norberto Lobo e Bruno
Pernadas
formam o trio Montanhas Azuis.

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Bbymutha em performance no Palco Super Bock [mais fotos aqui]

Menção honrosa para a atuação da performance a solo do produtor dinamarquês Loke
Rahbek
com o seu projeto Croatian Amor, um dos nomes fortes da música eletrónica escandinava. Este artista foi um dos fundadores da dinamarquesa Posh Isolation, editora que se juntou aos festejos da Revolve pois tal como a sua congénere vimaranense está a celebrar igualmente uma década de atividade.

O festival teve uma boa adesão conforme a expetativa ditava. Todos os espaços tiveram um número significativo de público tendo o mais concorrido sido o antigo edifício dos CTT.

O festival é já um evento marcante no panorama musical vimaranense no qual a Revolve conta com o apoio do Município de Guimarães. Esperemos que o evento continue nos próximos anos a ser a montra de novos talentos mundiais das cenas musicais mais alternativas como tem sido desde o seu ano inicial.

Vejam toda a foto-reportagem pelo Jorge Nicolau aqui:

Galeria completa do dia 1 – sexta-feira, 1 de novembro

Galeria completa do dia 2 – sábado, 2 de novembro

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Holocausto Canibal tocaram no segundo dia do evento [mais fotos aqui]

Texto e fotos: Jorge Nicolau

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