Foco HeadLiner aos Talentos Emergentes #3

Nesta edição do “Foco HeadLiner aos Talentos Emergentes” vamos falar de uma banda que já acompanhamos há algum tempo e que apreciamos bastante. Por isso foi mais uma escolha óbvia, esta é uma das bandas que mais deu nas vistas (e nos ouvidos) em 2016! Venham então conhecer um pouco mais sobre os First Breath After Coma!

No decurso deste verão tivemos a oportunidade de confirmar ao vivo as óptimas credenciais da banda no Festival Vodafone Paredes de Coura. Já seguimos a banda já uns longos meses e é sempre uma das escolhas das nossas playlists pessoais.

Mais recentemente vimos a primeira parte que fizeram para o norte-americano José James na Casa Da Música. Na recente tournée do
artista norte-americano

por Portugal os First Breath After Coma acompanharam-no nas 4 datas nacionais (Porto, Leiria, Lisboa e Braga). Foi uma curta atuação mas, sem dúvida, um belo aperitivo para a audiência que ainda não os conhecia!

Com toda a naturalidade vamos tendo a sorte de apresentarmos algumas das bandas nacionais que seguimos de perto e que parecem-nos os Talentos Emergentes mais vincados do panorama musical português. Não percam então a apresentação e a entrevista a esta banda leiriense!

Apresentação First Breath After Coma

Leiria é o berço dos First Breath After Coma e atualmente a banda é constituída por 5 elementos.
Roberto Caetano – Guitarra e Voz
Telmo Soares
– Guitarra e voz
Rui Gaspar
– Baixo e voz
Pedro Marques
– Bateria
João Marques
– Teclados

Foi em 2012 que a esta formação fez uma espécie de reset (a partir de um projeto chamado Kafka Dog) criando um novo mundo musical inspirados de forma óbvia nos norte-americanos Explosions In The Sky. A “luz” vai para além da captação do nome, vai igualmente para o estilo musical. Estes Leirienses criam a sua própria originalidade embora não lhes podemos tirar o selo de banda de post-rock.

O ano seguinte, em 2013, foi o “ano click”. O disco de estreia surge com um trabalho
conceptual
no qual “Escape”, “Shoes For Men With No Feet” ou “Apnea” são temas que captam uma atenção inesperada sendo inclusive passadas em rádios internacionais. ‘The Misadventures Of Anthony Knivet’ é o título deste trabalho. Esta boa recepção leva-os aos palcos e começam a chamar para si algumas atenções. Passagens por festivais, como o português Bons Sons ou o espanhol Monkey Week são a prova evidente disso mesmo!

Na continuação desta nova aventura criam um tempo próprio para uma introspecção, para a experimentação e a própria criação de novos sons.

O resultado desse período é agora conhecido em 2016 através do novo álbum “Drifter”, um trabalho que teve as suas particularidades pois teve financiamento através de uma campanha bem sucedida de crowdfunding. Tal provou que a banda gerou até então uma boa expectativa e uma base de fãs, devidamente atentos. Este trabalho discográfico foi produzido pela própria banda com Filipe Rocha (Sean Riley & The Slowriders / The Allstar Project) e gravado nos estúdios Valentim de Carvalho.

David Santos (conhecido pelo seu projeto Noiserv) foi um dos músicos que colaborou neste disco. “Salty Eyes” foi o primeiro single de “Drifter”.

Este disco foi lançado no inicio de 2016, ao que se seguiu um boa recepção por parte da crítica e do público em geral.

Seguiu-se até aos dias de hoje uma intensa agenda de concertos, incluído uma digressão pelo estrangeiro ocorrida recentemente.

Agora no final do ano vão dar um com concerto único em Leiria onde tocarão os dois discos na íntegra.

Uma maneira de divulgar a edição de vinil duplo

dos álbuns até agora editados.


Entrevista aos First Breath After Coma

HeadLiner: Sendo a equipa do HeadLiner super atenta ao fenómeno do Festival
Vodafone Paredes de Coura notamos que esta aparição foi um concerto diferente,
atuação que pudemos presenciar. Como se sentiram no final dessa atuação? Como
sentiram a reacção do público?

First Breath After Coma: Sentimo-nos maravilhados com a reação das pessoas, não estávamos nada à espera que o palco enchesse daquela maneira às seis da tarde. Estávamos felizes lá em cima porque aquele momento, finalmente, estava a acontecer, e esse sentimento passou para quem nos estava a ver. Certamente, vamos recordar aquele concerto para sempre! No final? Ficámos a pensar como nos vamos sentir quando tocarmos no principal.
(risos)

HeadLiner: ‘Drifter’ é o vosso segundo álbum e que surge também na sequência de uma campanha de “crowdfunding”. Em que medida esta decisão e consequente sucesso dessa opção afectou (positiva ou negativamente) a produção do disco?

First Breath After Coma: O facto de a campanha de crowdfunding ter sido um sucesso só podia afetar-nos positivamente. Foi gratificante notar que tivemos o apoio de quem gosta da música que fazemos. Deixou-nos mais confiantes para a produção do disco.  

HeadLiner: Recentemente fizeram uma digressão por alguns países europeus. Como foi recebida a vossa música lá fora? Que aprendizagens retiraram dessa vossa experiência?

First Breath After Coma: Sim, é verdade. Fizemos uma digressão com datas em Espanha, França, Alemanha e voltámos para Portugal felizes com as palavras que fomos ouvindo no fim dos concertos. Vender cd´s e ouvir “Têm de voltar!”, foi algo que nos deixou realizados e ansiosos por repetir a experiência. Aprendemos muito, estamos sempre a crescer como
banda.

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HeadLiner: Têm surgido novas bandas e novas artistas no panorama musical nacional. O aparecimento de editoras como a vossa (Omnichord Records) e de outras editoras independentes é essencial para que isso aconteça? Que mais é preciso para que novos artistas surjam?

First Breath After Coma: Novas bandas e novos artistas sempre surgiram no panorama musical nacional porque Portugal é um país extremamente original e criativo! Agora, difícil é, com as atenções e mediatismos tão mal direcionados, esses mesmos projetos conseguirem permanecer. É triste gostarmos, muitas vezes, de dar valor e protagonismo a “artistas” que envergonham a boa música que se faz por cá. Mais do que o aparecimento das editoras independentes, é a nossa mentalidade cultural que tem de mudar.

HeadLiner: O nome “First Breath After Coma” surgiu na audição de uma música dos
“Explosions in the Sky”, certo? Já pensaram alguma vez intitular a alguma música vossa, exactamente esse nome, de “Explosions in the Sky”?

First Breath After Coma: “First Breath After Coma”, mais do que uma faixa dos EITS, é uma audição de post-rock. Proporcionou-nos sensações e sentimentos para uma libertação de um estado de espírito a que estávamos presos há muito tempo. É “esperança num novo começo”, escrito de outra maneira. Por isso, associar-nos demasiado à banda texana é algo que não queremos.

HeadLiner: O Post-rock, rock instrumental, é um género musical que naturalmente transporta o publico para uma dimensão onde as emoções, e o poder introspetivo sobressaem. Vocês que tocam e são uns dos responsáveis por este fenómeno, o que sentem, pensam quando tocam em palco?

First Breath After Coma: “Em palco, não pensamos, só sentimos e transpiramos os nossos
problemas e emoções, libertamos a mente. Viajamos todos, mas com destinos diferentes. O importante é sentirmo-nos leves no fim da viagem.

HeadLiner: Com 2016 na sua recta final podemos dizer que foi um ano muito positivo para os First Breath After Coma. Agora que esperar da vossa banda para 2017?

First Breath After Coma: Queremos dar concertos, ver concertos, viajar, fazer vídeos, iniciar o próximo álbum, trabalhar, trabalhar e trabalhar. O importante é não parar! (risos)


Queremos agradecer a toda a disponibilidade aos First Breath After Coma pelas respostas às nossas questões e um agradecimento muito especial à Omnichord Records na pessoa da simpaticíssima Sofia Teixeira por toda a atenção que teve para com o HeadLiner.


Links dos First Breath After Coma:

Facebook: https://www.facebook.com/firstbreathaftercoma12/

Bandcamp: http://fbac.bandcamp.com/

YouTube: https://www.youtube.com/user/Omnichordrecordstube/

Spotify: https://open.spotify.com/artist/0h6a6g2SHlGGabD0gEHIht

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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