
~ Introdução aos From Atomic
From Atomic é um projeto nascido e criado na cidade estudantil de
Coimbra em 2018. Inicialmente em formato trio com Márcio Paranhos na bateria, colaborou igualmente em atuações ao vivo, prossegue atualmente como duo com Alberto
Ferraz na guitarra e Sofia Leonor na voz e no baixo.
“Heaven’s Bless” e “Better Than” foram as primeiras canções com destaque nacional tendo inclusive sido incluídas na compilação Novos Talentos FNAC em 2019. A Rádio Universitária de Coimbra e a Antena 3 também deram tempo de antena a
estes temas o que revelou-se, obviamente, uma mais-valia no fazer chegar a
música dos From Atomic às suas
audiências e ao público em geral. A boa receção deste início fez ansiar por um
álbum de apresentação.
Finalmente esse trabalho discográfico de estreia surgiu em março de 2020, o seu nome é ‘Deliverance’ e teve a sua edição pela editora Lux Records. A sua gravação
aconteceu nos estúdios da Blue House com o apoio de Henrique Toscano (Birds
Are Indie) e de João Silva (a Jigsaw). Outra colaboração de peso foi a de Rui Maia, artista bem conhecido pelos seus projetos X-Wife e Mirror People na canção “Dancing Demons”.
‘Deliverance’ tem 11 faixas e tem traços de dreampop, de indie rock e de post-punk com múltiplas influências como, por exemplo, dos Yeah Yeah Yeahs, dos The Cure, dos DIIV ou ainda dos Sonic Youth. Estas canções merecem definitivamente serem escutadas com particular atenção.
Um dos pontos altos da, ainda curta carreira da banda conimbricense, foi a bonita
performance no Hard Club no Porto incluída na primeira parte da banda belga Balthazar. Esta performance aconteceu a 24/11/2019 e podem ver mais fotos aqui: Álbum fotos Balthazar + From Atomic

Sofia Leonor no concerto do Hard Club em Novembro de 2019
A pandemia veio, infelizmente, fazer um corte radical com os planos de divulgação
dos From Atomic. Certamente teremos novamente oportunidade de os ver ao vivo e vê-los continuar com este projeto que tem um enorme potencial.
~ Entrevista aos From Atomic
headLiner: From Atomic é a energia particular emanada por cada um dos elementos da banda e que criam em conjunto uma única força atómica. Pode ser assim um possível significado do vosso nome? Há alguma história ou significado por detrás da vossa designação?
From Atomic: Essa pode ser uma das interpretações, sem dúvida; aliás é sempre bom quando um nome dá aso a discussão acerca do seu significado; é um exercício que obriga a querer saber mais e ouvir mais. Foi difícil escolher um nome que nos definisse. Jogar com a palavra “atomic” foi a solução: A nossa música acaba por ter características específicas que advêm da personalidade e gostos de cada um, mas apesar dos indivíduos únicos que somos, acabamos por ter a capacidade de nos unir e formar um todo
harmonioso. Por outro lado, uma das nossas características é passar da simplicidade e aparente calma para uma explosão de som, numa espécie bomba nuclear auditiva.
De qualquer maneira, preferimos que cada um tenha a sua interpretação própria do nome depois de nos escutar, é muito mais divertido e pode trazer revelações que nem nós alguma vez ousaríamos pensar.
headLiner: ‘Deliverance’ é o vosso primeiro álbum. Para quem não conhece o vosso projeto, como é que descrevem este vosso trabalho? Apontem razões pela qual não deve ser perdida a oportunidade de o escutar…
From Atomic: Deliverance acaba por ser o culminar do trabalho de cerca de 2 anos. Começámos a fazer algumas músicas e posteriormente decidimos testá-las ao vivo, com público. A receptividade foi muito positiva e achámos que era hora de apostar num álbum. O nosso som acaba por abarcar vários espectros e com isso acabamos por conseguir
chegar aos mais variados gostos musicais, ou pelo menos assim nos caracterizam:
tanto somos levados para a onda do fresh pop, como depressa nos colocam no
indie rock ou post punk. Isso para nós é óptimo porque acabamos por não ter um
rótulo muito fechado e chama até nós público que de outra forma não se daria ao
trabalho de nos ouvir.

Alberto Ferraz no concerto do Hard Club em Novembro de 2019
headLiner:
Esta pandemia surgiu-vos em contramão já que estavam ativamente a
promover o vosso álbum de estreia. Até então qual o feedback que estavam a
receber do vosso ‘Deliverance’?
From Atomic: O nosso álbum saiu a 27 Março de 2020, pouco
antes do país entrar no primeiro confinamento. Na altura, a reação estava a ser
muito boa; havia todo um trabalho de pré- lançamento e apresentação que nos
dava perspectivas prometedoras relativamente à aceitação do disco. Fizemos
várias entrevistas, o nosso single “Heartbeat” começava a passar em várias
rádios e tinhamos vários concertos marcados, inclusive em Espanha. Infelizmente
tudo foi cancelado e o único concerto que demos no ano de estreia pós
lançamento foi em Julho, no Salão Brasil, em Coimbra, já com as regras de
distanciamento e segurança em vigor. Soube a muito pouco, claro, queríamos
muito ter ido para a estrada promover o Deliverance.
headLiner:
Em novembro de 2019 fizeram a primeira parte de um concerto lotado dos
belgas Balthazar no Hard Club na Cidade Invicta. O nosso
colaborador fotográfico João Machado fotografou-vos e ficou com feeling muito
bom do vosso som. Como foi essa experiência nesse mítico palco portuense?
From Atomic: O concerto no Hard Club foi fulcral para nós
enquanto banda. Não só por ser num espaço icónico mas sobretudo pelo ambiente à
nossa volta; em 2019 demos já bastantes concertos mas este era uma oportunidade
única para testar a aceitação do nosso som, assim como mostrar que quem estava
a apostar em nós não se iria arrepender. Estava casa cheia, ninguém nos
conhecia nem estava ali para nos ver. No entanto, a reação foi muito boa; ver o
público a dançar, a aplaudir, foi decisivo para sentirmos que o passo de lançar
o álbum era o caminho acertado.
headLiner: Habituados
a um ritmo de vida frenético os músicos, especialmente quando em digressão ou promoção
de novos álbuns, viram a COVID-19 revolucionar por completo o seu estilo de vida
com a obrigatoriedade de paragem nas atividades presenciais. Diversos artistas aproveitaram
o tempo livre extra para dar aso à sua criatividade e/ou passar alguma atividade
para a vertente online. Como banda, como têm vivido os From Atomic esta longa fase?
From Atomic: No nosso caso, com o adiamento ou cancelamento
de todas as datas de concertos de 2020 e ainda sem uma base de fãs sólida foi-nos
muito difícil ter de parar. E provavelmente como tantos outros músicos, a
surpresa da situação acabou por nos deixar sem saber bem o que fazer de
seguida. Por isso não chegámos a apostar na vertente online apesar de termos
tido a oportunidade de participar num concerto online, na plataforma nova
Música da Casa, que nos permitiu minimizar um poucos as saudades de tocar. Acabámos
sim, por aproveitar a paragem forçada para nos reinventar um pouco; fizemos uma
versão acústica de algumas das nossas músicas, que apresentámos em Dezembro,
num concertos único, no Liquidambar, em Coimbra, começamos a criar novas
músicas e preparámos um novo videoclip com o nosso segundo single, Dancing
Demons, que saiu recentemente. Agora estamos a preparar uma pequena surpresa
numa colaboração com a nossa editora, a Lux Records; e assim vamos esperando o
regresso da normalidade sem estar parados.

Sofia Leonor no concerto do Hard Club em Novembro de 2019
headLiner:
A Blue House em feito um
trabalho extraordinário na promoção e edição de artistas, sobretudo, oriundos
de Coimbra. Qual o impacto na vossa carreira e como tem-se desenrolado a vossa
interação com essa entidade que tem dinamizado de forma incrível a cena musical
conimbricense?
From Atomic: A Bluehouse tem sido a nossa grande base de
apoio, em todos os aspectos que rodeiam o trabalho da banda; apostaram em nós,
promoveram a nossa música, incentivaram e gravaram o nosso álbum e foram
decisivos na mediação com a editora Lux Records. Sem a Bluehouse nunca teríamos
tido o impulso necessário e que falta muitas vezes a muitas e boas bandas mas
que não estão sediadas na capital. Coimbra ganhou muito com o aparecimento da
Bluehouse que permitiu trazer à luz do dia projectos de grande qualidade que de
outra forma poderiam nunca ter saído da garagem.
headLiner:
Já têm ideia do que virá para os From
Atomic a partir do momento em que a situação comece a retornar a uma vida
sem confinamento e sem tantas restrições?
From Atomic: O nosso grande desejo é tocar, ir para a estrada
mostrar a nossa música. Temos noção que neste momento o nosso disco já não é
novidade, apesar da maioria do público não o conhecer e não ter tido a
oportunidade de nos ver e ouvir ao vivo. Por isso estamos também a preparar
coisas novas, para que quem já nos conhece não ouça sempre o mesmo e quem não
conhece, ouça pela primeira vez, com músicas novas a dobrar! No fundo, queremos
o que todos os músicos querem, tocar ao vivo. Grandes concertos online não
existem. Sem público não é a mesma coisa.
~ Links da banda
Facebook: facebook.com/fromatomic
Instagram: instagram.com/from_atomic
Spotify: https://open.spotify.com/artist/3e0kYCKViDmemGwD2ePhLw?si=ON7K2VKkRnuZebkxTLJdFw
