Foco HeadLiner aos Talentos Emergentes #11

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Captain Boy é o alter-ego de Pedro Ribeiro, músico e compositor vimaranense que canta histórias que transcendem o tempo. De guitarra ao tiracolo e voz rouca, parte dos territórios do folk para o redescobrir na fluidez de géneros musicais do século XXI.

Em Setembro de 2019, editou ‘Memories And Bad Photographs’, o segundo longa duração da carreira. Difere do antecessor, ‘1’, na perspectiva e no processo de composição. Na perspectiva porque deixou de lado o ponto de vista de uma personagem para se inspirar em exclusivo nas memórias (das memórias) do artista. No processo de composição porque, desta vez, somou à autoria das letras e músicas a gravação de todos os instrumentos. O álbum contou ainda com o apoio, na produção, de Giliano Boucinha (Paraguaii) e, na masterização, de Timothy Stollenwerk, que tem no currículo trabalhos Morphine, The Dandy Warhols e Kevin Morby.

No diário de bordo, conta com passagens pelo Festival Vodafone Paredes de Coura, Festival Bons Sons, Festival Belém Art Fest, Festival Confluências, Festival Mêda +, Festival de Outono e pela Casa da Música. Prepara-se, com o novo álbum, para navegar até novas paragens.

Entrevista ao Captain Boy

HeadLiner: Como e quando é que decidiste enveredar por uma carreira musical?

Captain Boy: Sempre estive ligado à música. O meu pai tocava baixo e ensinou-me a tocar bateria, por volta dos 7 anos.

HeadLiner: Captain Boy é o teu nome artístico inspirado numa história de Júlio Verne. Esta referência em específico (ou o mundo literário num modo mais geral) que impacto tem na tua carreira musical e nas tuas músicas?

Captain Boy: Quando ainda estava a escolher o nome para este alter-ego pensei em The Boy with Big Feet, mas era muito extenso e difícil de pronunciar (risos). Um amigo falou-me desta história de Júlio Verne, que fala de um capitão de 15 anos, e ao ler pensei em Captain Boy. Consegui arranjar um nome que me transmitisse um equilíbrio artístico, na parte do puto, para a criação, e na parte do capitão para manter alguma ordem.

HeadLiner: Qual o rumo musical que tem tido este projeto e para onde caminhas musicalmente?

Captain Boy: Soando um pouco a cliché acho que é mais importante o caminho do que a chegada e é engraçado ver o percurso. Cada disco que fui fazendo é diferente entre si, mas o meu último trabalho “Memories and Bad Photographs” é o trabalho mais coeso
que tenho e onde me sinto mais confortável. Talvez por ter gravado todos os instrumentos numa primeira fase de concepção do álbum. 

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HeadLiner: Em quais artistas “bebes” a inspiração para a formulação do estilo musical (ou
referências musicais) em Captain Boy?

Captain Boy: Gosto
muito da música de 60s e 70s, sobretudo do songwriting dessa altura, mas gosto
muito de artistas mais actuais como Tom Waits ou Jeff Buckley.

HeadLiner: Super Bock Super Rock, Vodafone Paredes de Coura e Bons Sons foram já eventos de referência nos quais já estiveste. Algum evento ou local no qual tenhas um desejo especial em tocar?

Captain Boy: Em todos os sítios que toquei recebi algo em troca. A energia de tocar em festivais é muito diferente de tocar no auditório com as luzes baixas. Todos são bons, são energias diferentes. Por isso gostava muito de tocar em sítios novos e repetir todos onde já estive.

HeadLiner: ‘Memories And Bad Photographs’ é o teu novo trabalho discográfico (o 2º LP da tua carreira) lançado bem recentemente no passado dia 19 de setembro. O que traz este trabalho de novo à tua discografia? Como foi a sua composição e ideia?

Captain Boy: Nos trabalhos anteriores focava-me muito em personagens fictícios, talvez para me proteger um pouco. Neste disco o processo foi diferente. A ideia era criar um disco conceptual baseado em memórias pessoais minhas e ilustrá-las com uma fotografia polaroid, para tentar integrar mais as pessoas na altura da memória da música. Numa fase inicial, compus os temas e gravei os instrumentos todos do disco e depois trabalhei com o Giliano Boucinha na produção. Fui com o Giliano e o Tiago Correia (que foi quem gravou as percussões finais) para o Palácio do Sobralinho, em Vila Franca de Xira, e estivemos uma semana a aproveitar a acústica característica da sala antiga, da pedra e das madeiras,
para finalizar o álbum. Quem masterizou o disco foi o Timothy Stollenwerk, que trabalhou com artistas como os Morphine ou Chromatics. Foi um processo pensado
desde a sua fase inicial e isso tornou a condução do disco mais fluída.

HeadLiner: Para quem ainda não te conhece o que podes dizer para adoçar o interesse das pessoas de forma a fiquem decididamente interessadas em escutar as tuas músicas?

Captain Boy: Não sou bom a fazer auto-promoção (risos). Acho que podem esperar um som ferrugento e muito inspirado nos anos 60 e 70, uma sonoridade muito orgânica.

HeadLiner: O que está previsto para os próximos tempos na promoção de ‘Memories And Bad Photographs’? Quais os concertos em vista?

Captain Boy: Deixo
aqui algumas datas e irei divulgar mais, entretanto, nas redes. Podem seguir em
http://facebook.com/captainboymusic e http://instagram.com/yosoycaptainboy

Datas da Tour

4
Outubro – Fábrica do Braço de Prata (Lisboa)

5
Outubro – Largo Residências (Lisboa)

5
Outubro – FNAC Leiria (22h)

11
Outubro – AltaVista (Viana do Castelo)

19
Outubro – SHE (Évora)

20
Outubro – FNAC (Coimbra)

14
Novembro – Praça (Bragança)

16
Novembro – Letraria (Braga)

13 Dezembro
– Teatrão (Coimbra)

capa do mais recente álbum
‘Memories And Bad Photographs’

Alinhamento

1. Song to my dog
2. Rusty smiles
3. I left my shoes outside
4. Running friend
5. Carminda
6. Treehouses
7. Miss guilt
8. Balloons and melodies

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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