EP ‘PONGO BADDIE’ de Pongo revela uma faceta madura e frontal de intuito global

EP ‘PONGO BADDIE’ de Pongo revela uma faceta madura e frontal de intuito global | Em Destaque

Pongo na Listening Party no Tabernáculo | Foto Maia Balduz @ maiabalduz_clicks_ (Instagram)

No coração da cidade lisboeta, no Cais do Sodré, mais especificamente no Tabernáculo, teve lugar no passado dia 8 de maio (quinta-feira) uma apresentação do novo EP de Pongo intitulado de ‘PONGO BADDIE’. Na realidade este trabalho discográfico foi editado em outubro do ano passado pela norte-americana Hive Music.

O ambiente intimista do Tabernáculo, decorado com capas de discos de jazz e retratos de lendas cabo-verdianas, proporcionou uma conexão única entre a música de Pongo e o público presente. Uma celebração da cultura afro-portuguesa num espaço que respira história e alma negra.

Ambiente no Tabernáculo | Foto Maia Balduz @ maiabalduz_clicks_ (Instagram)

A artista angolana, radicada em Portugal, conhecida como a “Rainha do Kuduro”, trouxe ao espaço uma fusão vibrante de kuduro progressivo e afro-fusion, refletindo a sua jornada desde Luanda até Lisboa.

Esta apresentação deu-se em regime de listening party e serviu como uma espécie de relançamento do disco perante a imprensa para dar-lhe um novo alento. Nesta faceta “baddie” procura ser mais madura prosseguindo o seu trajeto e encarando o seu futuro frontalmente e sem receios. Este EP ‘PONGO BADDIE’ contém 4 faixas: “Katana” ; “Alambamento” ; “Celebrate” e “Mandela”. Podem ser escutadas nas plataformas de streaming habituais.

Discurso de Pongo aos presentes | Foto Maia Balduz @ maiabalduz_clicks_ (Instagram)

No dia seguinte, 9 de maio (sexta-feira) foi anunciada a atuação de Pongo na mítica discoteca Lux Frágil e que terá lugar a 9 de outubro.

Os concertos desta artista são bastante enérgicos e emocionais pelo que uma oportunidade de ver esta angolana ao vivo é de recomendação praticamente obrigatória. Em palco tem o contributo de músicos valiosos como Tatiana (baixo), Léo (bateria), Iuri (percussão) e Lady G (segunda voz e eletrónica). Costuma também ter a presença de dançarinas e dançarinos que animam devidamente as hostes.

O headLiner já teve a oportunidade de ver toda essa energia por duas vezes. Em 2024, no Festival Ponte D’Lima cuja reportagem está disponível aqui. Já este este ano no Westway Live em Guimarães cuja reportagem está disponível aqui.

Engrácia Domingos da Silva é Pongo – nasceu em Luanda, Angola, a 10 de abril de 1992. A sua carreira, quer como cantora quer como compositora, tem-se desenvolvido, nas áreas do kuduro, rap e pop.

Entre 2008 e 2010 foi parte integrante dos Buraka Som Sistema, com o nome artístico de Pongolove, integrou este coletivo aos 16 anos. foi nessa fase que ficou a ser conhecida do grande público.

Decidiu abandonar a formação por disputas relacionadas com os royalties das canções compostas por si. Essa disputa foi realmente impactante na sua via ao ponto de descartar uma carreira musical.

Foi só em 2018, oito anos mais tarde, quando ouviu uma das suas músicas na rádio, que voltou a ter vontade de recuperar a sua carreira musical. Nesse ano, acabou por editar o seu primeiro EP a solo ‘Baia’ que foi muito bem aceite pela crítica especializada e que teve largos momentos de difusão nas rádios portuguesas.

Deste então tem desenvolvido a sua carreira a solo. Editou também o LP ‘Sakidila’ em 2022. A mais recente edição é este ‘Pongo Baddie’ disponível para audição.

Pongo | Foto Maia Balduz @ maiabalduz_clicks_ (Instagram)

Texto: Maia Balduz e Edgar Silva
Fotografia: Maia Balduz @ maiabalduz_clicks_ (Instagram)

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.