Bem vindos ao mundo quente e exótico dos Quadra | Reportagem

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No
passado dia 16 de novembro, depois de uma semana onde a chuva deu tréguas,
esperava-se uma véspera de fim de semana onde as ruas do Porto voltassem à
fervorosa azafama tão característica. Nós não ficámos indiferentes e apanhámos
o comboio direto para uma das salas mais icónicas da noite da cidade invicta,
o Plano B. Qual o motivo? A apresentação dos Quadra pela 1ª vez na grande cidade nortenha.

Como
tem sido habitual, os concertos naquele espaço portuense têm um começo
relativamente tardio dando seguimento a uma noite de dança. Assim sendo, quando
o relógio bateu nas 23h30, a banda de Braga começou a ecoar os primeiros
acordes no andar de baixo do Plano B. Essa hora foi o ponto de partida para uma
viagem pelos trópicos quentes e exóticos proporcionados pelo próprio ambiente
da sala concerto (muito por culpa da bola de espelhos gigante) e pelas batidas com
que o quinteto bracarense nos fez envolver. 

Pela
primeira vez no Porto, vieram apresentar a sua 1º longa duração ‘Cacau’ editado
no decorrer deste ano. Apesar de se distanciarem da sua cidade natal uns Kms, a
casa ficou bem composta sendo bem audível a presença de caras conhecidas por
parte da banda ou até mesmo, ao nosso lado, um grupo de amigos vindos da
Alemanha bem na frontline a mostrar os seus
melhores passos de dança.

A
festa começou com “Intro”, a primeira faixa do já então editado álbum e, a
partir daí as linhas fortes de baixo (Sérgio Alves), os
sintetizadores (Lucas), as guitarras (Sílvio, Gonçalo) que faziam encher os nossos ouvidos de
fórmulas cheias de cor e a bateria (Hugo Couto) que
marcava o ritmo alucinante da festa. Este foi o compasso perfeito para uma
odisseia pelo seu ‘Cacau’ na íntegra que fez rasgar sorrisos, aplausos, ancas a
abanar e mesmo por vezes sem compromisso nenhum a banda rasgava os seus
instrumentos fazendo muitos cabelos abanar.

As
surpresas chegaram mesmo antes de “Pulsar”, com o “vocalista” Hugo, intitulado assim
pela banda durante o concerto, a dizer que estavam prestes a fazer algo nunca
antes feito num concerto deles. Tocaram 3 músicas de seguida, sendo duas faixas
tocadas pela primeira vez e que farão parte do seu novo álbum, ainda sem data
de lançamento.

Pouco
mais de uma hora de concerto e com a temperatura já bem alta, não sabemos se
pelo calor humano ou mesmo pela dimensão exótica e quente para onde a banda nos
transportou, deram por terminado o seu concerto com a música título “Cacau” mas
não sem antes nos oferecerem um riff bem ao
estilo de uma jam session proporcionada pelo
improviso do sintetizador de Lucas e das baquetas do Hugo, apanhando o resto da
banda de surpresa.

Já
com a vénia e os agradecimentos feitos, o público fervilhava por mais e começou
a entoar “Só mais uma!”, e mesmo já com o Windows do PC
de Lucas encerrado, veio “Mapa de Fuga” num último fôlego que fez mais uma vez
soltar muitas palmas em uníssono.

Funky
Post-Rock, Math Rock
? Podem chamar-lhe o que quiserem, a
verdade é que por muitos palcos que tenham pisado pelo Verão que passou, tenham
a certeza que vão ser levados para outro mundo onde a dança e a irreverência
corporal é mote para a festa perfeita.

https://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=261948265

Texto: Luís Silva

Fotografia: Rita Miranda

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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