0 Sonoridades 2025 na Vila das Aves: quatro propostas de qualidade ímpar prometem atuações incríveis

A oitava edição do Sonoridades irá novamente ocupar o Centro Cultural Municipal de Vila das Aves, tal como nas edições anteriores. Este ano acontecerá de 1 a 4 de maio. Tem início na próxima quinta-feira aproveitando o feriado nacional em que se celebra o Dia do Trabalhador.

A organização está ao encargo, como vem sendo hábito, da Câmara Municipal de Santo Tirso. Já a direção artística e produção cabe à 1bigo – Artistas e Eventos, promotora também responsável pelo evento em anos transatos.

Este ano, pela primeira vez, o Sonoridades tem apoio do headLiner como Media Partner. O headLiner marcou presença nos quatro concertos realizados em 2024 e em dois na edição de 2023. As reportagens podem ser visualizadas aqui.

Rita Vian no Sonoridades em 2024 – Foto de Alexandra Fernandes

Rita Vian, André Henriques, Márcia, Luis Severo ou os Best Youth são alguns dos nomes mais sonantes que já visitaram o Sonoridades em anos anteriores. Proporcionaram atuações marcantes e elevaram o nível do evento. Talentos emergentes da cena nacional passaram igualmente pela vila pertencente a Santo Tirso tais como, por exemplo, Bicho Carpinteiro, Sequin ou :Papercutz.

Além de nomes mais conhecidos do público em geral, o Sonoridades privilegia também o talento emergente pelo que as escolhas para o certame são sempre uma mistura de ambos. Curiosamente Sonoridades Emergentes foi o nome inicialmente utilizado como designação oficial em 2016.

O cardápio para os próximos dias 1, 2, 3 e 4 de maio é igualmente bastante apetecível.

1 de maio, quinta-feira: Cachupa Psicadélica às 18:30h
2 de maio, sexta-feira: B Fachada às 22:00h
3 de maio, sábado: Miss Universo às 22:00h
4 de maio, domingo: Bia Maria às 18:30h

O custo do bilhete é de apenas 3€.

Bilhetes online
– Disponíveis em: stirso.bol.pt

Bilhetes à venda em locais físicos
– Loja Interativa Turismo de Santo Tirso
– Centro Cultural Municipal de Vila das Aves

Mais Informações: 252 830 412 | cultura@cm-stirso.pt

 

Agora de seguida fica uma apresentação de cada um dos artistas:

CACHUPA PSICADÉLICA

Nascido e criado na ilha de São Vicente (Cabo Verde), Lula’s foi criança nos anos 80 e apaixonou-se pelo rock de Seattle na adolescência, num Mindelo de roqueiros latinos. De repente, deu por si a estudar nas Caldas da Rainha e, alguns projetos musicais depois, encontrou-se na encruzilhada da sua Cachupa Psicadélica, saída das entranhas de Cabo Verde, nação cultural, levando-o a ser nomeado na categoria de Artista Musical do Ano nos prémios “Somos Cabo Verde – Melhores do Ano”. Até à data, conta com dois discos editados: “Último Caboverdiano Triste” (2015) e “Pomba Pardal” (2019). Cachupa Psicadélica tem colaborado com uma série de artistas, entre os quais Branko (Buraka Som Sistema), Cristina Branco e Mayra Andrade.

No SONORIDADES, Lula’s irá levantar o véu sobre algumas das novidades preparadas para o muito aguardado novo disco, do Cachupa Psicadélica, a editar em 2025.

Cachupa Psicadélica – Foto de Tiago Cerveira

B FACHADA

Na música popular portuguesa do século XXI não há outra figura como B Fachada, o nome artístico de Bernardo Fachada, compositor, multi-instrumentista, produtor. Nascido em 1984, estudou música no Instituto Gregoriano de Lisboa e aprendeu piano. Mais tarde, frequentou a escola do Hot Clube de Portugal e, na Universidade, cursou Estudos Portugueses. Desde 2007 tem-se notabilizado por um espantoso, e até certo ponto impiedoso, ritmo de edições, através do qual frequentemente subverte o cânone e converte os dogmáticos, baralha as expetativas e expetora a maralha, coça rótulos, caça ruturas.

Entre formatos físico e digital, lançou cinco EPs, três miniálbuns charneira e sete registos de longa-duração (entre os quais, a obra-prima “Rapazes e Raposas” lançada sem aviso prévio neste ano biruta de 2020).

Apresentou-se nas mais emblemáticas salas de espetáculo portuguesas, mas muitos recordam com mais carinho as atuações divulgadas em cima da hora, em inesperados espaços que continuamente se esgotam.

Cachupa Psicadélica – Foto de Jorge Nicolau @ xclusiveviews (Instagram)

MISS UNIVERSO

‘Miss Universo’ nasce das suas raízes, mas floresce na procura da sua semente. Criada por André Ivo e Afonso Branco, a banda estreou-se com os singles “Ser Português” e “Canção da Rua”, até que em outubro do ano passado editou o álbum “Manifesto do Jovem Moderno”.

Composto por oito canções, o disco expõe no seu esplendor o casamento entre a tradição e a vanguarda, num cruzamento entre velhos ritmos e novas melodias. Uma janela sonora aberta ao cancioneiro revolucionário com a dose certa de contemporaneidade.

Ainda na casa dos vinte anos, André Ivo e Afonso Branco cresceram rodeados de música, em famílias ligadas ao meio: o primeiro, neto do fadista José Manuel Rato, e Afonso Branco neto do músico e compositor José Mário Branco.

Músicos como Manel Cruz, Fausto Bordalo Dias, José ‘Zeca’ Afonso, José Mário Branco e o projeto Criatura são referências comuns a ambos nas músicas, e acabaram por se irem “cimentando, à medida que o projeto foi crescendo”.

Miss Universo – Foto de Rui Torres @ cadernetamusical_ (Instagram)

BIA MARIA

+ GRUPO CORAL DE VILA DAS AVES

“Qualquer Um Pode Cantar” é o álbum de estreia de Bia Maria, publicado no final de 2024. Marca o ponto de inflexão entre o ambiente sonoro em que deu os primeiros passos — algures entre o canto popular, o fado e a bossa nova — e uma nova fome de mundo.

É um disco de pop comunitário, que faz jus ao maior lema da ainda curta carreira da artista, nascida e criada em Ourém, o de “escreviver”. É um conjunto de letras perspicazes e afiadas, canções que cantam não só as suas ânsias mais pessoais, como as ânsias de uma geração de mulheres à procura do seu lugar no início da vida adulta.

O disco “Qualquer um pode cantar” sucede a três EPs editados em seu nome, entre 2019 e 2022. Neste concerto, Bia Maria contará com a participação especial do Grupo Coral de Vila das Aves.

Bia Maria – Foto de Cristiano Marcelino

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.