A Noite dos Reis da Bazuuca nasceu em 2018, com a vontade de dar palco aos artistas locais e é já uma verdadeira tradição que marca o arranque do novo ano. No fim-de-semana logo após o dia de reis, uma verdadeira celebração da música toma conta de Braga, num ambiente envolvente e familiar que torna este evento único.
A 5ª edição que decorrerá na próxima sexta-feira e sábado, respetivamente os dias 10 e 11 de janeiro, contará com 16 artistas. As duas salas da discoteca Lustre, situada no coração da cidade, serão totalmente preenchidas por música Made in Minho. Mais uma vez será uma comunhão da comunidade artística local em conjunto com os fãs celebrando o melhor que se vai fazendo, não só por Braga, também por toda a região.
Nestas duas noites teremos um alinhamento preenchido, sobretudo por artistas bracarenses. Irão também participar alguns músicos com carreira intensamente influenciada pela cidade bracarense, embora não sendo naturais de Braga, os seus projetos e raízes têm génese minhota. Além de nomes já conhecidos e mais sonantes como Travo ou Quadra, haverá igualmente espaço para talentos emergentes como aMijas ou Putlex.

Os Bed Legs estão para a Noite dos Reis da Bazuuca como a Ivete Sangalo está para o Rock in Rio Lisboa sendo, portanto, um dos nomes imperdíveis do cartaz. Têm produzido, ao longo das outras edições, a atuação mais possante, merecendo sempre a coroação.
A promoção da dinâmica cultural da cidade de Braga sempre foi o principal foco da agência e promotora cultural Bazuuca, contribuindo para o desenvolvimento, reconhecimento e projeção da comunidade artística da cidade. Foi a partir desta vontade que João Pereira, o fundador da Bazuuca, criou este evento que celebra o talento bracarense. O sucesso desta “empreitada” levou ao crescimento do evento para duas noites e à colaboração com outras promotoras da cidade permitindo a presença no evento de mais bandas e artistas da zona.
A Noite dos Reis da Bazuuca, que na verdade é já um festival de dois dias, conta com o apoio da Câmara Municipal de Braga e do Salão Mozart.
Os passes gerais já se encontram disponíveis a 15€, havendo também bilhetes diários a 10€. As entradas podem ser adquiridas online, na Seetickets, e ainda na bilheteira do Lustre, durante os dias do evento, a partir das 23h.
Sexta-feira, 10 de Janeiro
23h00: Fernando Nunca
23h30: The Vaults
00h00: SemiVitae
00h30: aMijas
01h00: No!On
01h30: Travo
02h00: Wav. In Takeover c/ Samii Wise + Nalu
Sábado, 11 de Janeiro
23h00: Tricla
23h30: Palas
00h00: Putlex
00h30: QUADRA
01h00: Mira Quebec x Afonso Dorido
01h30: Bed Legs
02h00: Seara Velha Takeover c/ Dawn Dani + Nocivo

João Pereira é o principal rosto responsável por este evento e uma personalidade bem conhecida do meio cultural bracarense. Ele respondeu-nos a algumas perguntas que lhe colocamos e as respostas que deu-nos são elucidativas e dão-nos uma melhor perspetiva sobre a Noite dos Reis da Bazuuca em 2025.
Entrevista a João Pereira, fundador da Bazuuca, o mentor do evento
headLiner (Edgar): O frenesim deve ser imenso, estamos a poucos dias de mais duas noites brutais no Lustre, já a ansiedade como está? João, a experiência que tens acumulada ao longo destes muitos anos na indústria musical é o fio condutor para teres essa parte devidamente controlada? Qual o teu estado anímico para a edição de 2025 da ‘Noite dos Reis da Bazuuca’?
João Pereira: Ah, o frenesim é real, sim senhor! Estamos todos com aquele misto de adrenalina e uma pitada de nervos (da boa qualidade, claro). Quando faltam poucos dias, parece que o relógio anda mais rápido, e o coração também! A ansiedade está cá, mas é como aquele amigo meio chato que aprendemos a tolerar – ajuda a manter-nos alerta e com tudo no sítio.
Quanto à experiência acumulada, olha, dá um jeitão, não vou mentir! Mas a verdade é que, por mais que já tenhamos feito isto, cada edição da Noite dos Reis da Bazuuca é única. Há sempre imprevistos, e a verdade é que nada nos prepara para a magia (e os desafios) de cada nova edição. Este evento é especial, e nunca há um plano perfeito — há profissionalismo, trabalho de equipa e uma boa dose de improviso. E aqui o fio condutor é mesmo a vontade em criar momentos incríveis para todos os que vão ao Lustre nestas duas noites. É isto que ajuda a controlar a ansiedade e a transforma numa energia positiva.
Quanto ao estado anímico…vamos chamar-lhe uma mistura de entusiasmo com nervosismo controlado. Mal posso esperar para ver as pessoas no Lustre, a viverem estas noites connosco, e, ao mesmo tempo, estou com aquele friozinho na barriga que nos lembra que nos importamos mesmo com isto. É um bom sinal, não é?
headLiner (Edgar): Recua no tempo e conta-nos um pouco de como nasceu a ‘Noite dos Reis da Bazuuca’. Segundo sei, inicialmente foi uma maneira de juntares todos os talentos da tua agência, a Bazuuca, e mostrares todos esses artistas, em regime de showcase, à comunidade local. Isto é, mostrar os artistas bracarenses geridos pela tua agência ao público da cidade. Queres desenvolver mais um pouco João?
João Pereira: Claro que sim, recuemos no tempo, mas com a devida nostalgia e sem exageros! Ora, a ‘Noite dos Reis da Bazuuca’ nasceu de uma ideia tão simples quanto especial: juntar os nossos artistas na mesma noite, no mesmo evento, e mostrar ao público aquilo que se estava a cozinhar aqui em Braga, no nosso pequeno, mas fervilhante caldeirão musical. Era como dizer: “Olha só o que temos aqui em casa, venham ouvir isto, é bom e é nosso!”
Na altura, tínhamos uma vontade enorme de dar palco aos artistas com quem trabalhávamos, muitos deles ainda a dar os primeiros passos. A ideia era criar uma plataforma que fosse ao mesmo tempo uma montra para os talentos locais e uma festa de celebração da música, da cidade e, claro, das pessoas. Em formato showcase generoso, sim, para conseguirmos dar espaço e também uma forma de unir a comunidade – público, artistas e até outros “players” da indústria musical.
O que começou por ser uma coisa mais modesta, quase um encontro de amigos, rapidamente ganhou outra dimensão. As pessoas foram aparecendo em força, ano após ano, e a energia que se sentia era qualquer coisa de mágico. Acho que desde cedo percebemos que tínhamos algo especial em mãos, e o que começou como um gesto local transformou-se numa tradição que, felizmente, cresce e se reinventa a cada edição.
É engraçado pensar que a ‘Noite dos Reis da Bazuuca’ começou assim, meio “despretensiosa”, mas com uma energia enorme. Acho que é esse espírito, de proximidade e paixão, que ainda hoje mantém isto vivo. E, olha, não sei como, mas conseguimos sempre juntar a magia do início com a ambição de fazer mais e melhor. É uma boa receita, não achas? 😊
A Noite dos Reis da Bazuuca é um reflexo do que somos: uma estrutura feita de talento, paixão e uma ligação muito forte à nossa cidade. A evolução foi natural, mas nunca esquecemos as nossas raízes.
headLiner (Edgar): Em 2023 e no ano passado o evento passou a duas noites, consequentemente com mais artistas e mais atuações com horários bem apertados. Posso presumir que a continuidade neste formato é o resultado da vossa avaliação positiva das experiências nessas edições passadas?
João Pereira: Presumes muito bem, e com razão! Em 2023 decidimos arriscar e dobrar a dose, e posso dizer que o resultado foi mais do que positivo – foi um sucesso! Passar para duas noites foi como esticar o tapete vermelho, mas em formato de palco, para mais artistas brilharem e para o público viver ainda mais a festa.
O formato de duas noites permitiu-nos dar mais espaço a cada artista para brilhar e criar uma experiência mais rica para o público. Cada atuação é um momento pensado ao pormenor, e a diversidade do cartaz ganha outra dimensão. No fundo, sentimos que conseguimos criar algo ainda mais especial, sem sacrificar a essência do que é a ‘Noite dos Reis da Bazuuca’.
Portanto, sim, a continuidade neste formato é resultado direto da avaliação positiva. Foi uma evolução natural, impulsionada pela energia e pelo feedback fantástico que recebemos. Se duas noites significam mais música, mais partilha e mais momentos memoráveis, então decidimos continuar!
headLiner (Edgar): O headLiner já escreveu em reportagens de edições anteriores ‘Noite dos Reis da Bazuuca’ que esta é mesmo uma festa de família devido ao intenso ambiente de convivência e usufruto dos concertos entre amigos e conhecidos, muitos deles ligados às entidades ligadas à música de Braga (e não só). Há pessoal que fala do evento durante o ano e que vai aguardando pelo próximo. Sentes que já não pode deixar o cardápio da oferta cultural bracarense?
João Pereira: Ah, fico com um sorriso de orelha a orelha ao ler isso! Quando o Headliner descreve a Noite dos Reis da Bazuuca como uma “festa de família”, não poderia estar mais certo. É isso mesmo que sentimos: uma reunião calorosa, cheia de cumplicidade, onde a música é o elo que liga todos – artistas, público, amigos, conhecidos e até aquele amigo do amigo que acaba por se juntar à festa.
É incrível perceber que já não é só um evento; tornou-se quase uma tradição. Saber que há pessoas que falam dela durante o ano inteiro e que marcam presença é a maior prova de que criámos algo especial. E isso não é mérito nosso – é mérito de quem vem, vibra e faz com que esta celebração seja maior do que qualquer palco ou cartaz.
Quanto a sair do “cardápio” cultural bracarense… olha, a verdade é que nunca começámos com essa intenção de “ficar fixos”. A ideia sempre foi criar algo com alma e propósito, e talvez seja isso que fez o evento ganhar um lugar especial para as pessoas. É um evento que nasceu da cidade e para a cidade, e que cresceu com o apoio de quem acredita na música, nos artistas e na celebração em conjunto. A Noite dos Reis da Bazuuca faz parte da oferta cultural da cidade porque, mais do que um evento, é uma celebração daquilo que Braga tem de melhor: talento, paixão pela música e um espírito comunitário que é difícil encontrar noutro lugar.
Então, sim, sentimos que a Noite dos Reis já é um clássico – mas daqueles clássicos que queremos sempre reinventar e melhorar, para que continue a surpreender e a encantar. Enquanto houver música para tocar e pessoas para celebrar, cá estaremos, prontos para mais edições.
headLiner (Edgar): Até esgotarem os bilhetes, algo com probabilidade enorme, há sempre lugar para mais uma pessoa. O que podes dizer, em modo de incentivo, a quem nunca tenha estado presente e tenha a ideia de ir?
João Pereira: Ah, olha, se ainda nunca estiveste na ‘Noite dos Reis da Bazuuca’, está na hora de marcar esse espaço na tua agenda, porque garanto-te que vais viver uma experiência que não vais querer perder!
Imagina isto: duas noites intensas, num ambiente onde a música toma conta de tudo, com uma energia tão boa que até o Lustre brilha mais do que o normal. É uma mistura de emoções, risos, reencontros, e até de surpresas, porque todos os anos temos algo novo para oferecer. É aquele evento que fica no coração, e depois, no ano seguinte, tu já sabes que vais estar lá de novo, porque a Noite dos Reis da Bazuuca é como aquele amigo que sabes que nunca te vai deixar mal.
E o melhor de tudo? Há sempre lugar para mais um rei ou uma rainha! Pode ser o teu primeiro ano, mas vai ser com certeza o primeiro de muitos! Pega no teu bilhete, junta os amigos, e vem sentir o que é fazer parte desta festa que é feita de música, amizade e pura diversão. Junta-te a nós, vem ver por ti mesmo o que torna esta iniciativa tão única. O Lustre vai estar cheio e esperamos que tu também estejas por lá!
Agradecemos a disponibilidade e o tempo disponibilizado pelo João Pereira para responder-nos às nossas perguntas.
Entrevista elaborada por Edgar, membro fundador do headLiner.
