Na vertente da interpretação de um rock’n’roll mais intervencionista, os Paradigma quebram o silêncio para dar voz aos corpos já extintos como Zeca Afonso, ou a alma poética da velha vanguarda de Jorge Palma.

Nos concertos podem esperar por palavras como atitude, liberdade e cravos cravados nos dentes. Não fazem esquecer a importância da liberdade de expressão que os nossos antepassados em 1974 lutaram para conseguir.
O grupo funciona desde os seus 14 anos de idade (atualmente tem quase todos 21), uma brincadeira de miúdos entre Miguel Araújo (guitarra/voz), João Monteiro (baixo/segundas vozes) e Samuel Oliveira (bateria) que foi sofrendo alterações e ganhando maturidade ao longo do tempo.
Com uma sonoridade muito mais polida e passada a ferro, os Paradigma tocam na questão fulcral que à muito procuravam e vestem como single principal “Esta cidade” um hino à discrepância social entre os grandes senhores do poder e os trabalhadores que lutam diariamente pela sua vida que contam os trocos para os pequenos prazeres da vida.
Muitos dizem serem uns autênticos “limpa Concurso de Bandas”, sendo das poucas bandas pró ativas na sua residência local de Oliveira de Azeméis. Desde Vila Nova de Poiares (Coimbra), Vizela (Braga), EDP Live Band (Concurso de Bandas do Nos Alive) assim como abriram a Queima das Fitas do Porto para os Skunk Anansie, estes miúdos não parem nem querem ficar por aqui.
Ainda à muita estrada pela frente! Siga viagem! “O povo é quem mais ordena!”
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