Da lágrima no canto do olho em Patrick Watson ao punk desgarrado dos Amyl and the Sniffers

Amy, a vocalista dos Amyl and the Sniffers | mais fotos clicar aqui

Tal como escrevi no ano passado já não idealizo o meu querido mês de agosto sem o Vodafone Paredes de Coura na agenda. Com a vivência nesta edição de 2026 somam-se 5 presenças consecutivas em todos os dias do evento minhoto. Ao contrário de outros anos, faltam mais de 365 dias para a próxima edição, o evento avançou nas datas e em 2027 será entre 18 e 21 de agosto.

Vou com a exigência de que devo reportar para o headLiner com registos escritos e publicados logo imediatamente no dia seguinte. Esta é uma condição que tenho acolhido com imenso gosto sendo totalmente diferente daquilo que realizo no dia a dia. Ao fim de 5 anos continuo a fazê-lo por gosto e com gosto e só assim faz para mim sentido.

Público a desfrutar de Patrick Watson | mais fotos clicar aqui

No cômputo geral creio não ter sido a edição mais forte do Vodafone Paredes de Coura comparando somente, assim mais de repente, com o período pós pandemia. Acredito que muita gente terá igualmente esta opinião, no entanto, houve algumas performance que merecem ser recordadas ao longo dos próximos anos. Mais adiante irei debruçar-me sobre isto.

Dia4 – sábado, 15 de agosto

Patrick Watson é fã do norte de Portugal tendo já tocado por diversas vezes tendo inclusive passado férias nos últimos anos no Alto Minho. No ano passado deu até um pequeno e improvisado concerto em Vila Praia de Âncora.

Perspetiva do palco de Patrick Watson e seus apetrechos | mais fotos clicar aqui

Desta vez o canadiano não atuou com banda, como aconteceu em 2012, fê-lo num formato bem intimista, a solo, com uso da sua voz, de piano e dos sintetizadores. Este regresso foi conjurado por João Carvalho, o organizador do festival, no final do concerto do canadiano na Casa da Música em janeiro deste ano.

“Muito obrigado por me receberem tão bem. Foi o primeiro país a acolher-me assim” disse Patrick. Esteve igual a si mesmo: muito comunicativo e com aquele ar de quem estava a divertir-se e a desfrutar daquela ocasião.

O fantástico canadiano Patrick Watson | mais fotos clicar aqui

“To Build a Home” é um tema de 2007 dos The Cinematic Orchestra para o qual Watson contribuiu com a sua voz e participação no piano. Esta faixa teve um sucesso incrível ao ponto de ser, ainda hoje, indispensável nos seus concertos. O artista oriundo de Montreal no Canadá dedicou esta sua interpretação a todos os presentes na plateia, ouvida num silêncio mágico nos primeiros longos momentos.

Seguiu-se “A Mermaid in Lisbon” numa incrível interpretação com a belíssima colaboração vocal da sua convidada especial Mélanie Pereira, cujo nome artístico é November Ultra. Uma luso-descendente nascida em França, filha de uma mãe espanhola e de um pai português.

No regresso Patrick Watson foi emocionante | mais fotos clicar aqui

Faixas como “Here Comes The River”, “Je te laisserai des mots”,  “Peter and the Wolf” e “Big Bird in a Small Cage” fizeram as delícias do público.

“Great Escape”, escolhida pelo público, foi a última faixa interpretada. A outra hipótese que o artista deu a escolher foi “Lighthouse”.

Sou fã deste canadiano. A primeira vez que o vi ao vivo foi mesmo naquele ano de 2012 em Paredes de Coura e ao longo dos anos fui cliente assíduo dos seus concertos pelo norte de Portugal. Continuo a ficar espantado com o seu jeito espontâneo de estar em palco e de nos fazer puxar pelo nosso lado mais sensível.

Concerto incrível, emocional e memorável. Com Patrick Watson é quase preciso fazer uma preparação especial antes de um concerto seu, a intensidade única das suas atuações deixa-nos sempre extremamente comovidos.

No regresso Patrick Watson esteve a solo com piano e sintetizadores | mais fotos clicar aqui

A cantora Cate Le Bon não queria escrever acerca de desilusões amorosas… A vida aconteceu, uma dolorosa ruptura teve lugar, tendo a artista galesa esconjurado as mágoas através da sua música. Tal situação levou inclusive a artista a rapar o seu cabelo.

‘Michelangelo Dying‘ é o seu sétimo álbum, editado em setembro do ano trasacto, aquele que tem toda essa carga dramática. Tem sido o motivo para os concertos da artista nos últimos meses, um dos quais teve lugar no passado mês de março na ilha de São Miguel, Açores. Nessa ocasião marcou presença no festival Tremor.

Visão da encosta durante o concerto de Patrick Watson | mais fotos clicar aqui

“Pieces of My Heart” e “Heaven Is No Feeling” foram das duas canções interpretadas desse registo discográfico mais recente. Um concerto em que Cate Le Bon  foi acompanhada pela sua banda. Um som suave de toada melancólica com sabor a folk.

Sophia Stel é uma artista canadiana oriunda da cidade de Vancouver. A sua carreira teve início apenas em 2024 e o seu trabalho já tem tido algum destaque, em 2025 foi reconhecida por vários órgãos especializados em música como artista emergente.

Sophia Stel no palco Coura Sem Paredes | mais fotos clicar aqui

Nesta sua estreia no Vodafone Paredes de Coura cantou junto à grade, mesmo junto ao público. Ela que atuou a solo, deambulando pelo cenário, recorrendo à eletrónica para colocar os seus temas.

Cantora, compositora e produtora veio mostrar em Coura a sua, ainda curta, discografia em que navega entre o alt-pop e o synthpop. Fica como destaque da sua performance a interpretação de “Molly In The Club”. Proporcionou um pezinho de dança àqueles que programaram o jantar para mais tarde. O espaço do palco Coura Sem Paredes longe de estar lotado, como em outras ocasiões…

A canadiana Sophia Stel | mais fotos clicar aqui

A banda de marcha Meute é um projeto bem original criado por Thomas Burhorn. Ao longo dos anos têm vindo atuar a Portugal, nomeadamente, a Lisboa e Porto e já atuaram nos Coliseus.

Esta formação germânica surpreende devido ao seu estilo de “banda de marcha techno” composta por onze bateristas e instrumentistas de sopro. Todos eles estiveram bem ativos em palco a circularem entre os palanques, estrategicamente instalados, a parte frontal do palco e até vindo junto à grade.

Os alemães Meute a darem show | mais fotos clicar aqui

O som hipnótico de Meute combina música de banda de metais com techno pulsante, rearranjando faixas de house, deep house e techno de DJs conhecidos para instrumentos de sopro e percussão. Produzem uma elaborada amálgama de ritmos vibrantes e eletrizantes

Fica o destaque para alguns dos temas que tocaram: “Araya”, Slow Loris” e “Kerberos”

A atuação que teve início às 20:45h, durou uma hora, cativou às pessoas e revelou-se uma excelente opção para quem arriscou a estar atento a estes germânicos. Uma performance deveras surpreendente e acolhida de braços abertos e festejada com muitas palmas.

Um momento diferenciado proporcionado pelos Meute | mais fotos clicar aqui

Começaram ainda com Meute a atuarem no palco principal, algo raro pois a matriz identitária do festival é não ter concertos a colidirem uns com os outros. A primeira interpretada por Julia Mestre foi “Sou Fera”.  A carioca desta vez trouxe banda com 4 elementos: Hygor Miranda na guitarra, Gabriel Eubank na bateria, no baixo esteve Alana Alberg e nos teclados por Gabriel Quirino.

Julia Mestre curtiu Coura e o seu público | mais fotos clicar aqui

Julia Mestre tem a sua carreira demarcada por ser integrante de Bala Desejo, uma banda brasileira que funde Bossa Nova e MPB. A solo tem feito o seu caminho de forma vincada e com sucesso. ‘Arrepiada’, o seu segundo álbum lançado em 2023, foi bastante bem acolhido. Mais recentemente, no ano passado, editou ‘Maravilhosamente Bem’ sendo a razão pela qual está em digressão.

“Pra Lua” e “Veneno da Serpente” também fizeram parte deste cativante alinhamento e aceite de forma positiva por quem optou por assistir ao seu concerto no palco Coura Sem Paredes. A artista brasileira, oriunda do Rio de Janeiro, divertiu-se e facultou um bom bocado aos seus fãs e curiosos.

Julia Mestre numa atuação bem descontraída | mais fotos clicar aqui

Stephen Lee Bruner é conhecido mundialmente como Thundercat. Este artista norte-americano já venceu por duas vezes a estatueta Grammy, tal revela a alta qualidade do seu trabalho ao longos dos anos.

O norte-americano regressou ao norte de Portugal depois de uma fantástica performance no NOS Primavera Sound em 2018. Foi demasiado tempo sem comparecer perante os fãs nortenhos.

Thundercat numa estreia deliciosa em Coura | mais fotos clicar aqui

Thundercat não passou nada despercebido e o seu inconfundível style foi amplificado pela seu baixo decorado a rigor, mais dourado era impossível. Veio acompanhado por Justin Brown na bateria e pelo teclista Dennis Hamm. O trio deu show e fez uma performance irrepreensível.

Na bagagem veio o seu disco mais recente, ‘Distracted’, lançado no pretérito mês de abril. De entre estes novos temas trouxe-nos “Candlelight”, “I Wish I Didn’t Waste Your Time” ou “A.D.D. Through the Roof”, por exemplo.

Do restante da sua discografia destaque para “Black Qualls” e “Funny Thing”.

Thundercat poderoso e virtuoso | mais fotos clicar aqui

Stephen Lee Bruner demonstrou-se um virtuoso no manejo do baixo de seis cordas. Exibiu-o em Coura com toda a pompa e circunstância. Já como devidamente esperado. A sua fama já o precede de modo natural

A fusão de jazz, funk e R&B por parte de Thundercat é excitante e abre imensas fronteiras. Ao vivo torna-se numa viagem intergaláctica única em que experienciamos sabores sonoros improváveis.

Thundercat poderoso e virtuoso | mais fotos clicar aqui

Moe Kazra (vocalista, guitarrista, teclista, sampling), Bret Wall (baixista), Ross Babinski (guitarrista), Andrew Kaster (baterista, sampling) e Dylan Zaranski (baixista) são o quinteto Prostitute com origens em Dearborn, uma cidade norte-americana pertencente do Michigan.

Esta performance no Vodafone Paredes de Coura foi o debute de uma tournée de 14 datas que continuará pela Europa nas próximas semanas. Uma das várias estreias em Portugal registadas neste evento sendo que o próprio festival teve bastantes bandas a tocarem pela primeira vez em Coura.

Moe Kazra, o vocalista dos Prostitute | mais fotos clicar aqui

A música produzida pelos Prostitute é bem abrasiva. O som é uma amálgama de acirradas guitarras distorcidas, linhas de baixo rudes, uma bateria devidamente frenética e sintetizadores corrosivos, entrelaçados com samples de diversas culturas. Um post-punk experimental com expressivos retoques de rock árabe.

O público estava ainda com o balanço de Maruja e voltou a provocar aquele bom caos na zona em frente à cabine de som. A zona frontal estava bem preenchida, mais para trás já nem por isso… Ainda é uma banda recente e com baixo reconhecimento. Diga-se em abono da verdade, o seu estilo musical não é propriamente um daqueles que vá abranger e ir ao encontro do gosto de multidões.

Andrew Kaster, baterista dos Prostitute | mais fotosclicar aqui

Moe Kazra, vestido todo de negro, fez um uso bem profundo e cru, de forma meio irada, da sua voz. Não foi um frontman demasiado expressivo nem se manifestou comunicativo. Creio que isso deve ser um traço da sua persona contudo creio que se ele fosse um bocado expansivo conseguiria retirar ainda mais dos fãs.

“All Hail”, um dos principais temas, surgiu no encerramento e demonstrou o potencial que têm para serem um nome fortíssimo dentro do estilo alternativo. Esta performance dos Prostitute foi intensa e energética: um verdadeiro bacanal sonoro ensurdecedor. Com mais experiência a tocarem ao vivo poderão outros patamares de reconhecimento.

Ross Babinski, guitarrista dos Prostitute | mais fotos clicar aqui

Marcava no relógio meia-noite e 35 minutos quando começamos a escutar “Satisfaction” dos The Biz. Foi ao som deste tema que os Amyl and the Sniffers entraram em palco para audível gáudio dos fãs. Não demorou muito para aquela insanidade da frontline ficar firmemente instalada, bastaram 2 músicas e a partir daí ninguém saiu intacto. O pó levantou, os pés também e a felicidade era evidente.

Está bem vivo o punk rock na pessoa da Amy Taylor, a audaciosa vocalista dos Amyl and the Sniffers. Ela destila uma fortíssima energia e não consegue parar um segundo que seja. Canta, dança, salta, corre todo o tempo de uma forma impressionante. Algo que já tinha comprovado ao vivo no Primavera Sound Porto, quando estes australianos vieram então ao nosso país, foi em 2024.

Amy Taylor, vocalista dos Amyl and the Sniffers | mais fotos clicar aqui

Em “Security”, fez uma rápida abordagem à grade em ritmo apressado, demonstrando não regatear esforços. A incrível “Guided by Angels” acirrou ainda mais os ânimos.

O baterista Bryce Wilson, o guitarrista Declan Martens e a baixista Lakota Vella (em regime de substituição), um complemento incrível a Amy, permitindo oferecer à performance da sua vocalista um acompanhamento musical de alta nota.

Gus Romer, o habitual baixista da banda, está a fazer uma pausa nas tournées. Esta folga está prevista ser apenas até ao final deste ano. O próprio baixista fez saber publicamente que o seu regresso acontecerá na agenda ao vivo da banda em 2027 .

Lakota Vella, baixista ao serviço dos Amyl and the Sniffers | mais fotos clicar aqui

Neste regresso ao norte de Portugal o mais recente álbum, ‘Cartoon Darkness’, editado em 2024, esteve bem representado na setlist, por exemplo, foram tocadas “Jerkin’”, “Tiny Bikini”,  “Tiny Bikini” ou “Me and The Girls”. De outros registos discográficos tivemos temas como “Balaclava Lover Boogie” ou “Some Mutts (Can’t Be Muzzled)”.

Amy Taylor é uma espécie de vulcão em erupção (aquele sotaque australiano tem qualquer coisa de sensual). conta apoio de  Declan Martens, ele que também fez umas intervenções para animar o ambiente. Amyl and the Sniffers são australianos, são fabulosos e será sempre um prazer vê-los ao vivo.

Amy Taylor, um vulcão australiano | mais fotos clicar aqui

Não há qualquer dúvida: o ambiente e a vibe de Paredes de Coura é totalmente diferente de todas as outras em eventos do mesmo género. Foram dias e noites com concertos maravilhosos a par dum público que entrega toda a sua alma e coração aos seus artistas prediletos. Apesar disso tenho de realçar que esta 32ª edição não foi a mais conseguida em termos gerais de cartaz.

Amy Taylor, vocalista dos Amyl and the Sniffers | mais fotos clicar aqui

Agora finalizado o evento posso fazer um flashback e fazer uma análise geral.

»»» A jornada de quarta-feira, aquela em que aconteceu o eclipse, teve diversos momentos incríveis: os Westside Cowboys foram incríveis e os Wet Leg confirmaram, mais uma vez, a sua relevância no atual panorama musical. First Breath After Coma e Salvador Sobral com a sua ‘A Residência’ encaixaram que nem “uma luva” no momento do dia, aquele que coincidiu com raro evento do eclipse solar. A ocasião foi gira, tudo ao mesmo tempo. CMAT foi divertida e os Capitão Fausto mereciam novamente o palco principal.

»»» A jornada de quinta-feira foi algo monótona em que, claramente, salvou-se com nota acima da média a atuação dos Friko. A dupla de irmãos Hermanos Gutiérrez deram um concerto competente, talvez na hora errada. Tivesse sido ao final da tarde ou início da noite, se calhar, o impacto teria sido bem maior. O concerto dos Tomode foi uma surpresa agradável, já Aldous Harding só consigo classificar como erro de casting.

Encosta lotada durante Amyl and the Sniffers | mais fotos clicar aqui

»»» A jornada de sexta-feira teve momentos de altíssimo nível e que serão relembrados durante muitos anos. Primeiro a fabulosa reverência a Sérgio Godinho com casa cheia em que toda a gente celebrou a fantástica obra deste património humano e da cultura portuguesa. Benjamin Clementine foi sublime, como só ele o consegue fazer. Arrebatou mais uma vez os corações no Couraíso. 20 anos depois os Bloc Party regressaram em alto estilo e Kele Okereke fez a plateia saltar com incríveis temas, mesmo com a falta de hits mais recentes, a verdade é que a sua notável energia é incontornável. Já a estreia de Maruja em Coura, mesmo com alguns problemas de som, merece ser realçada.

»»» A jornada de sábado trouxe à ribalta Patrick Watson, ele que não precisa de muitos artifícios para dar um concerto elevadamente emotivo. Thundercat é notoriamente um músico com o repertório diferenciado e que conseguir comprova-lo ao vivo de maneira sólida e competente. Amyl and the Sniffers destacaram-se e merecem o epíteto de headLiners do festival, cada vez mais possantes e rijos.

Público deliciado com a atuação dos Meute | mais fotos clicar aqui

Segundo a organização o evento registou cerca de 115 mil entradas pelo bonito pórtico de passagem para o recinto.  A lotação não registou o nível de esgotada, pelo menos assim não foi anunciado, em nenhum dos dias. Na prática o que senti é que o recinto estava a registar uma afluência pelos pontos máximos possíveis, tal como já sentira no ano passado. Ainda assim creio que o recinto teve a altura da exigência, por exemplo, ir ao WC foi uma experiência tranquila. Acho que este é um dos pontos positivos mais relevantes de toda a experiência. Já ir fazer uma refeição pode ser menos cómodo mediante a escolha do sítio para comprar os bens alimentares e a hora escolhida. Parece-me que as pessoas já vão sabendo lidar com isto sem stress de maior. Tal obriga, como óbvio, a definir um roteiro musical com prioridades bem gizadas.

O Vodafone Paredes de Coura voltará entre 18 e 21 de Agosto de 2027 para celebrar novamente a música e a amizade no Couraíso. São estas as datas para a próxima edição, notório o avanço de uma semana em relação às datas mais habituais.

Reportagem fotográfica Completa:  clicar aqui

Público durante o concerto dos Amyl and the Sniffers | mais fotos clicar aqui

Texto:
–  Edgar Silva

Fotografia:
– Ana Lourenço @ blackphant.stage (Instagram)

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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