Soul on fire, girl on fire | Reportagem

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The Last Internationale

é um duo composto por Delila Paz e por Edgey Pires. Iniciaram carreira em 2008
e o primeiro álbum surge em 2014 depois de um EP em 2013.

Edgey Pires, aquele sobrenome denuncia, é descendente de
portugueses oriundos de Arcos de Valdevez. O músico sempre teve um contacto
próximo com Portugal desde a infância, altura em que passava férias no nosso
país. Essa ligação tão profunda estendeu-se também à banda pois fizeram sempre
questão de passar temporadas e fazer concertos em Portugal. Já tocaram em
diversas localidades portuguesas como Grândola, Loulé, Freamunde, Aveiro ou
Torres Vedras. O ponto alto lusitano foi um concerto no palco principal do NOS Alive em 2018

Uma
das provas da forte ligação lusitana é o último álbum ‘Soul of Fire’. Esse trabalho lançado em fevereiro do ano passado foi gravado no Porto nos estúdios Sá da
Bandeira.

Pela
primeira vez os The Last Internationale
apresentaram-se ao vivo no lindíssimo Theatro
Circo
de Braga em versão trio com a colaboração de Brad Wilk. Este baterista foi apresentado à banda por Tom Morello e já
tocou como Rage Against The Machine, Audioslave e The Smashing Pumpkins.

As
galerias e camarotes dos anéis superiores não abriram ao público ainda assim a
sala registou uma lotação bem interessante. Confesso que esperava mais público,
até porque, Edgey tocava bem perto da terra natal dos seus progenitores.

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Ao
entrar na plateia deparei-me logo com a bandeira dos TLI em tamanho gigante a
servir de cenário. Estilizada a partir da bandeira da anarquia com o acrescento
de 3 estrelas e no nome da banda no topo. Logo uma forte componente visual a
remeter-me para o lado politizado que o duo faz questão de revelar
publicamente.

Para reforçar esse lado virado à politica, logo no inicio do concerto entra uma intro com
as palavras fortes de “The Revolution
Will Not Be Televised”
, um poema e uma canção bem conhecida de Gil
Scott-Heron.

Com
atitude soberba de rockeiros, Edgey
esteve sempre bastante empolgado em palco a correr de um lado para o outro e a
subir ao palanque onde estava a bateria. Já Delila encantou com o seu incrível poder vocal. O público
acompanhou só com palmas numa primeira fase para mais tarde, a pedido da
vocalista, se ir levantando deixando assim o conforto das suas cadeiras. De
forma fácil as pessoas aderiram. Estávamos num concerto rock pois claro!

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Delila Paz não se fez rogada e fez questão de cantar por entre a
plateia e até surgindo de surpresa num dos camarotes depois de uma saída de
palco. Essa sua atitude empolgou praticamente toda a gente. Algumas pessoas não
disfarçaram estarem um pouco como um peixe fora de água, notou-se que não estavam
habituadas a um concerto rock.

‘Soul on Fire’, o último álbum foi o prato forte deste concerto bracarense.
Ainda assim os primeiros temas tocados foram “Killing Fields” e “Life,
Liberty, and The Pursuit of Indian Blood’
do álbum ‘We Will Reign’ de 2014.

“Mind Ain’t Free”, “Soul on Fire”,
“Hit Em With Your Blues” e “Hard Times” foram novos temas que não
faltaram na setlist, como seria
obrigatório!

Houve
ainda a oportunidade para ouvir Delila a solo ao piano com “Running For A Dream” num momento bem bonito. Uma noite em que um
dos roadies até colaborou no baixo em alguns dos temas.

No encore tocaram mais dois temas e, com “1968” num final em apoteose, alguns fãs
subiram ao palco e divertiram-se como nunca! Alguns até vestidos a rigor com
adereços afetos aos TLI. Tiveram inclusive direito a uma foto de família.

No
final da noite tanto Edgey como Delila apareceram junto à banca de
merchandising e deram autógrafos, não recusaram tirar as habituais fotos e
distribuíram alegria.

A
banda está agora em tournée europeia. Voltarão a Portugal dia 18 de abril para
o encerramento desta tournée num concerto no Hard Club com chancela da At
The Rollercoaster
.

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Fotografia: Sofia Vieira

Texto: Edgar Silva

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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