Uma ode às plantas e às pessoas que as amam

‘Plantasia’ por Bruno Pernadas e Moullinex com amigos | mais fotos clicar aqui

Antes de demais considerações sobre o evento a  que assistimos impõe-se uma introdução prévia… Mort Garson foi um compositor, escritor de canções e um dos pioneiros na música eletrónica. Ele é reconhecido pelos seus trabalhos discográficos dos anos 60 e 70 do século passado. Foi igualmente um dos primeiros a utilizar os sintetizadores Moog inventados por volta de 1964.

‘Mother Earth’s Plantasia’ foi um dos primeiros álbuns nos quais aqueles sintetizadores foram utilizados. O seu lançamento ocorreu em 1976 e hoje em dia tornou-se num trabalho discográfico de culto. A editora Sacred Bones Records reeditou-o em vinyl a 21 de junho de 2019 apresentando-o para o grande público como música “para plantas… e para as pessoas que as amam”.

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Bruno Pernadas, um dos inspiradores do projeto [Mais fotos aqui]

Os músicos lusitanos Bruno Pernadas e Luis Clara Gomes (mais conhecido pelo
seu nome artístico de Moullinex) decidiram reinterpretar ao vivo esta tão importante obra da música eletrónica.

Na noite de sábado, 7 de março, os dois músicos bem conhecidos da nossa “praça músical” acompanhados por Diogo Sousa (bateria), Diogo Duque (trompete) e Guilherme
Salgueiro
(teclados) fizeram mais uma apresentação ao vivo de ‘Plantasia’ com a sua particular visão. Aconteceu no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (vulgo: Plataforma das Artes) na Cidade-Berço integrado num evento decorrido no fim-de-semana apelidado de “Museu do Futuro”. Integrou exposições e várias performances cuja entrada nesses dois dias foi de entrada gratuita.

A blackbox do CIAJG acolheu aquele evento musical. Pela primeira vez vi o espaço com bancadas recolhidas. Permitiu alargar a lotação do espaço já que com lugares sentados tem um máximo de 198 lugares.

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Os cinco elementos em palco a tocarem ‘Plantasia’ [Mais fotos aqui]

Apesar daquela decisão o espaço esteve longe de estar preenchido. Ainda assim registou uma molde humana em bom número. Pessoas essas que começaram a dar entrada na blackbox a 5 minutos das 23h, hora aprazada para o inico do espetáculo. Surpresa das surpresas, os 5 elementos já ocupavam os seus lugares em palco e começaram a tocar pouco depois das primeiras pessoas entrarem.

Ficou devidamente evidente por entre sorrisos destes 5 músicos o gozo que tiveram em interpretar estes temas de Mort Garson cujo álbum Luís Clara afirmou ser um “disco esotérico e conceptual”. A interpretação do disco aconteceu na íntegra e pela ordem
original deste trabalho discográfico.

Um membro do público fez questão de trazer uma pequena planta para o concerto tendo ficado em destaque no palco, como evidente, algo que fez todo o sentido e que no final mereceu o devido destaque.

Durante 60 minutos tive o privilégio de assistir a esta interpretação de ‘Plantasia’.
Não conhecia a obra nem o músico e não foi algo que me fizesse recusar a presença neste evento. O que devo reconhecer é que tal foi uma aposta ganha!

Vejam toda a foto-reportagem pelo Jorge Nicolau: clicar aqui

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Texto: Edgar Silva
Fotografia: Jorge Nicolau

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.

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