Sem Travo amargo com os repescados Gator, The Alligator – Dia 1 do Warm-Up, Basqueiral

Barcelenses Gator, The Alligator no Museu de Lamas | mais fotos clicar aqui

Teremos só a 14 e 15 de junho a 8ª edição do Basqueiral, um festival cujas raízes já estão bem assentes na cultura festivaleira nacional. Para a edição de 2024 o cartaz final ainda não foi revelado. Para já estão divulgados publicamente alguns nomes, pela parte internacional estão confirmados bandas como as espanholas Bala e os britânicos Bad Breeding. Vão-se misturar, como habitualmente por entre alguns dos melhores projetos musicais nacionais como os Galgo, ZEN ou MДQUIИД..

Toda a informação sobre bilhetes e restantes nomes do cartaz pode ser visualizada nas redes sociais do festival @basqueiral

Antes do evento principal a Basqueiro Associação Cultural promoveu um mini (!?) festival em regime de warm-up ocorrido recentemente nos dias 22 e 23 de março, respetivamente sexta-feira e sábado, no Museu de Lamas. Na primeira noite, sexta-feira dia 22, marcaram presença o rapper português de culto Nerve, o coletivo eletrónico/pós-punk Conferência Inferno, o trio de drum and bass composto Patmac, Filipe Saraiva e MC Sooba e também os Gator, The Alligator com o seu garage rock. Estes últimos repescados devido à impossibilidade de comparência dos Travo devido a doença.

A habitual energia positiva dos Gator, The Alligator | mais fotos clicar aqui

Tiago Martins (voz e guitarra), Eduardo da Floresta (guitarra), Filipe Ferreira (bateria) e Ricardo Tomé (baixista) são o quarteto barcelense Gator, The Alligator e uma das bandas nortenhas que mais temos acompanhado nos últimos anos. O ritmo frenético e a pujança demonstrada a cada performance é já selo de garantia de que os seus concertos vão ser bem animados e curtidos ao máximo por quem os assiste. Assim o foi nesta atuação no museu, deram um excelente concerto, com muita e energia e entrega.

Nota de registo: todas as atuações foram atrasadas devido à substituição de última hora. Basicamente os Gator, The Alligator chegaram, instalaram-se e praticamente começaram o concerto na sequência.

Tiago Gonçalves mais conhecido por Nerve | mais fotos clicar aqui

Tiago Gonçalves é um rapper oriundo de Constância cujo nome artístico é simplesmente Nerve. Tem já colaborações realizadas com artistas como Mike El Nite, Slow J, Blasph ou Capicua. O artista está a trabalhar em dois álbuns, um dos quais colaborativo e outro só seu intitulado “Escalpe” dos quais já foram editados os singles “Pratta” e “Kylo” e “Quezília”. Deu um concerto competente, a disparar rimas certeiras e poéticas. O pessoal que ali estava fã do rapper mostrou-se disponível para “abraçar” as suas palavras.

Trio Conferência Inferno no Museu de Lamas | mais fotos clicar aqui

Raul Mendiratta (sintetizadores) e Francisco Lima (voz) são os responsáveis pelo início do projeto Conferência Inferno em 2018. Mais tarde juntou-se José Miguel Silva para os teclados. Em 2021 editaram LP de estreia ‘Ata Saturna’ e mais recentemente, o seu segundo longa-duração ‘Pós-Esmeralda’ foi lançado em 2023. Álbuns muito bem recebidos pela crítica. Este trio portuense tem uma estética sonora bastante invulgar. Às letras negras e meio obscuras de Francisco são adicionadas trechos musicais post-punk e eletrónicos. Revelam um synth-pop à portuguesa refrescante e inovador com ritmos ora melódicos ora dançáveis a testar as ancas até dos menos flexíveis.

MC Sooba e DJ Filipe Saraiva em acção | mais fotos clicar aqui

Ao duo composto pelos DJs Patrício Maceda mais conhecido artisticamente como Patmac e Filipe Saraiva juntou-se MC Sooba no microfone. Ambos os DJs levam já 25 anos de carreira tendo feito parte da evolução do drum and bass em Portugal. Basicamente foi ordem para soltar os pés e dançar.

Em breve teremos a reportagem acerca do segundo dia.

Reportagem fotográfica completa: Clicar Aqui

José Miguel Silva no teclado dos Conferência Inferno | mais fotos clicar aqui

Texto: Edgar Silva e Jorge Resende
Fotografia: Jorge Resende

Edgar Silva

Administrador de página e de conteúdos do HeadLiner

Adoro ouvir música. Ir a concertos é mesmo onde me sinto no meu elemento, é como um peixe na água. No headLiner junto ambos os gostos adicionando o gosto pela escrita: com artigos sobre música (bandas e eventos) e também umas coisitas acerca de alguns dos concertos a que assisto.